André Esteves, do BTG, se reúne com Trump nos EUA em meio a impasse sobre tarifaço

Banqueiro tratou de energia e minerais raros em clube de golfe e deve repassar detalhes a Lula
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O banqueiro André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no clube de golfe da família do líder norte-americano nos arredores de Washington. A informação foi divulgada inicialmente pelo Metrópoles.

O encontro, que durou cerca de 45 minutos, ocorreu em um momento decisivo nas relações diplomáticas e comerciais entre os dois países, marcando uma atuação do setor privado paralelo às negociações oficiais do governo brasileiro.

Durante a conversa, Esteves e Trump debateram oportunidades de investimentos e negócios no Brasil, com foco em áreas estratégicas como energia, terras raras e a construção de infraestrutura para data centers. A aproximação entre o banqueiro e a Casa Branca ocorreu poucos dias depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano para tentar destravar o comércio bilateral.

Após o retorno ao Brasil, André Esteves foi incluído na lista de empresários e agentes do mercado financeiro convidados para um jantar com Lula no Palácio da Alvorada. O governo brasileiro pretende usar o encontro em Brasília para colher os detalhes e as impressões trazidas pelo banqueiro sobre as reais intenções do governo dos Estados Unidos nas negociações tarifárias.

Trump, Sob Trump, a Lei Magnitsky foi usada como ferramenta estratégica de sanções seletivas e pressão geopolítica. Imagem: divulgação
Trump e Esteves tiveram encontro de 45 minutos no clube de golfe (Foto: Reprodução)

Reabertura de negociações e o peso das sobretaxas

O diálogo entre o executivo brasileiro e a gestão norte-americana coincide com o início das reuniões técnicas entre as equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A prioridade do Palácio do Planalto é negociar a queda da sobretaxa adicional de 25% aplicada pela Casa Branca aos produtos brasileiros ou ampliar a lista de exceções que livra itens nacionais da cobrança.

A pressão do setor produtivo brasileiro se intensificou após os EUA imporem tarifas severas a bens industriais e commodities. A expectativa dos negociadores do governo é que a interlocução de grandes empresários ajude a abrir canais diretos com o governo de Donald Trump, garantindo pontes econômicas enquanto diplomatas e ministros tentam reduzir o impacto do tarifaço sobre as exportações do país.

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