Dólar tem variação pequena, segue a R$ 5,10 e Bolsa sobe com recuo do petróleo e ata do Copom

Mercados reagem à sinalização de novos cortes de juros pelo Banco Central e à queda na cotação internacional da commodity
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O dólar encerrou o dia em leve baixa, cotado a R$ 5,10, em uma sessão marcada pela estabilidade e por ajustes de posições no câmbio. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa engatou a segunda alta consecutiva, avançando 0,44% e alcançando os 187.422 pontos, sustentado pelo fluxo de capital externo e pelo alívio nos preços globais de energia.

O principal foco dos investidores no cenário doméstico foi a divulgação da ata da última reunião do Copom. O documento detalhou os argumentos que embasaram a redução da taxa Selic para 13,75% ao ano e abriu espaço para calibrar as apostas de novos cortes nos próximos encontros, dependendo da evolução dos indicadores econômicos. No exterior, os contratos futuros do barril de petróleo Brent recuaram abaixo da marca de US$ 100 pela primeira vez em dias, influenciados por expectativas de avanços diplomáticos em negociações no Oriente Médio durante a Assembleia-Geral da ONU.

O Ibovespa engatou a segunda alta consecutiva, avançando 0,44% e alcançando os 187.422 pontos, sustentado pelo fluxo de capital externo e pelo alívio nos preços globais de energia (Foto: Reprodução)

Cenário macroeconômico e juros

avaliação detalhada do Banco Central sobre o cenário de desinflação e o ritmo de calibração monetária trouxe otimismo moderado aos agentes financeiros, que redimensionaram suas projeções para a taxa básica de juros ao longo dos próximos meses. Esse panorama, somado ao comportamento favorável das commodities, ajudou a atrair novas ordens de compra para os ativos de risco.

Destaques corporativos

noticiário empresarial teve intensa movimentação. A Petrobras teve seu preço-alvo elevado em relatórios de grandes bancos, enquanto a JBS avançou em sua reorganização societária com o cancelamento voluntário de registro na CVM e manutenção de BDRs na B3. A mineradora Vale confirmou os detalhes da compra de participação na Ligga para expandir sua produção no Pará, e a IMC admitiu estudos estratégicos para potenciais combinações de negócios em meio ao seu plano de reestruturação.

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