Dólar sobe a R$ 5,19 e Bolsa cai com petróleo em alta e política monetária

Relatório do Banco Central com alerta sobre a inflação e avanço nos preços da commodity no exterior pressionam os mercados nesta quinta-feira
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O dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,19, renovando cotações máximas recentes em meio à cautela generalizada dos investidores. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa engatou a segunda sessão consecutiva de queda e recuou 0,99%, fechando aos 184.965 pontos em um pregão marcado pela pressão externa e por importantes atualizações econômicas domésticas.

O cenário internacional continuou impactado pela disparada nos preços do petróleo, com os contratos do Brent superando a marca de US$ 106 por barril diante das incertezas persistentes sobre a reabertura de rotas marítimas no Oriente Médio. O encarecimento da energia, somado a indicadores fortes de atividade nos Estados Unidos, elevou os temores globais de inflação e juros altos. No Brasil, o foco esteve na divulgação do Relatório de Política Monetária pelo Banco Central, documento em que a instituição elevou a probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta em 2026, além das falas do presidente do órgão, Gabriel Galípolo, sobre os próximos passos da taxa de juros e a atenção ao endividamento público.

O Ibovespa engatou a segunda sessão consecutiva de queda e recuou 0,99% em um pregão marcado pela pressão externa e por importantes atualizações econômicas domésticas (Foto: Reprodução)

Cenário macroeconômico e juros

A avaliação do Banco Central de que os riscos inflacionários exigem cautela reforçou a percepção de um cenário monetário desafiador, enquanto no câmbio a autarquia anunciou o cronograma para a rolagem de contratos futuros de swap cambial a partir de outubro.

Destaques corporativos

O noticiário empresarial trouxe transações bilionárias de grande impacto. O setor de educação superior movimentou o mercado com o anúncio da fusão de R$ 9 bilhões entre a Yduqs e a Afya para criar uma gigante na área de graduação e cursos de medicina. Na infraestrutura e no setor imobiliário, o Iguatemi acertou a venda de participações em cinco shoppings por quase R$ 876 milhões, enquanto a Vale obteve autorização judicial para retomar parcialmente as atividades na Mina de Fábrica, em Minas Gerais.

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