O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira em queda, cotado a R$ 4,975, rompendo a barreira psicológica dos cinco reais pela primeira vez em meses. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa recuou 0,52%, fechando aos 205.835 pontos em um movimento natural de realização de lucros após a disparada histórica registrada na véspera em reação ao resultado do primeiro turno das eleições.
O comportamento dos mercados refletiu uma acomodação saudável dos ativos após o forte apetite por risco do dia anterior. Analistas apontam que a entrada contínua de recursos estrangeiros para ações e títulos públicos continua sustentando o fortalecimento do real, enquanto o foco dos investidores se desloca para as discussões em Brasília em torno de potenciais medidas de contenção de gastos e ajustes fiscais para o próximo período. No exterior, Wall Street encerrou o dia em alta, impulsionada por resultados corporativos no setor de tecnologia.
Cenário fiscal e expectativas de mercado
Enquanto a realização de lucros pontuais pressionou o principal índice da Bolsa, o mercado financeiro segue atento aos detalhes de um futuro plano de ajuste fiscal. A qualidade e o rigor na contenção das despesas públicas são apontados por especialistas como fatores determinantes para sustentar a confiança dos investidores estrangeiros e pavimentar novos recordes para a renda variável nos próximos meses.
Destaques corporativos
No setor empresarial, ações de empresas ligadas à sensibilidade de juros futuros — como Minerva, Cogna e Vamos — registraram avanços expressivos impulsionadas pela expectativa de alívio na curva de juros, compensando as realizações de lucros observadas em papéis de grande peso como Banco do Brasil, AXIA e BTG Pactual.