‘Termômetro do PIB’, IBC-Br encerra 2024 com avanço de 3,8% e indica aceleração da economia

Em relação a dezembro de 2023, o IBC-Br teve alta de 2,4%
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O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, considerado uma espécie de “termômetro” do PIB (Produto Interno Bruto), registrou expansão de 3,8% em 2024 na comparação com o ano anterior. Em 2023, o IBC-Br avançou 2,7%. A informação foi divulgada pelo BC nesta segunda-feira (17).

Embora no ano a expansão tenha ficado acima do esperado por analistas, houve recuo de 0,7% no IBC-Br (dados dessazonalizados) em dezembro. A queda no mês foi mais intensa do que o esperado.

Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,4%, de acordo com os números observados.

O indicador é usado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central para balizar a taxa básica de juros, a Selic. Embora tenha avançado 3,8% no ano, o IBC-Br mostrou uma desaceleração em dezembro. Isso pode ser efeito do início do ciclo de alta mais agressiva da taxa Selic, atualmente em 13,25% ao ano.

O IBC-Br é considerado um termômetro do PIB porque os indicadores usam metodologias diferentes.

IBC-Br: resultado do PIB será conhecido em março

O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado somente em 7 de março pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2023, o PIB registrou um crescimento de 3,2%.

O Ministério da Fazenda estimou, na semana passada, uma expansão de 3,5% para o PIB de 2024, que é a mesma projeção do BC para o crescimento da economia no último ano. O mercado financeiro também projeta um crescimento de 3,5% para a economia em 2024.

Por outro lado, a Fazenda reduziu a projeção do crescimento da economia de 2,5% para 2,3% em 2025. Segundo o documento, a expectativa de desaceleração do crescimento é atribuída ao ciclo contracionista da política monetária e fiscal.

Para a inflação, a pasta manteve o indicador estável em 4,8% neste ano.

Cálculo

O cálculo do PIB e do IBC-Br é um pouco diferente. Enquanto o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, o lado da demanda, que é considerado no cálculo do PIB pelo IBGE, não é incorporado.

Com as projeções de inflação acima da meta central neste e nos próximos anos, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou na semana passada que o BC está monitorando os indicadores mais recentes de atividade para ver se os dados confirmam uma desaceleração da economia.

 

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