O que faz o jornalismo do ICL ser diferente de tudo o que você está acostumado?

Entenda como o jornalismo do ICL atua fora dos interesses econômicos, prioriza a educação popular e fortalece o acesso livre à informação
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Por Leila Cangussu

Se você chegou até aqui é porque sabe que o jornalismo tradicional não dá conta de explicar o mundo como ele realmente é. Existe muita coisa que fica de fora, muitos interesses por trás das notícias que você consome sem perceber. O Instituto Conhecimento Liberta (ICL) nasceu exatamente para romper com essa lógica.

Neste artigo, você vai entender como o ICL faz jornalismo, por que ele é diferente e como você pode fazer parte dessa mudança.

Entenda como o ICL nasceu e por que escolheu fazer jornalismo

O Instituto Conhecimento Liberta (ICL) surgiu da necessidade de criar um espaço de informação independente. Desde o início, o ICL defende que conhecimento deve ser acessível para todos.

A história do Brasil e do mundo mostra que a concentração de poder sempre passou pelo controle da informação. No lugar da educação crítica, vieram formas de alienação. No lugar do jornalismo, a reprodução de interesses disfarçados de notícias.

O ICL escolheu atuar de forma diferente: investe em educação popular e jornalismo independente, sem receber recursos de empresas, governos ou grupos econômicos.

O que é jornalismo para o ICL?

Jornalismo, para o ICL, é expor aquilo que o poder tenta esconder. É fazer com que você tenha acesso a notícias sobre jornalismo que não chegam na grande mídia. É mostrar quem está por trás das decisões que mudam a sua vida.

Você encontra no ICL um jornalismo que:

  • Não depende de patrocínio
  • Não tem medo de mexer com interesses
  • Se compromete com a população e com a democracia
  • Informa para emancipar, não para entreter

Como o ICL faz jornalismo independente?

Aqui, o jornalismo nasce do compromisso com a comunidade e da decisão de não se submeter a interesses privados. Cada reportagem, cada análise e cada cobertura tem um objetivo claro: levar até você aquilo que o poder tenta esconder. É a partir desse princípio que organizamos a nossa linha editorial:

1. Financiamento comunitário

O ICL não aceita dinheiro de publicidade, patrocínio de empresas ou repasses de governos. Toda a estrutura de produção jornalística é financiada diretamente por quem acredita que a informação precisa ser livre de amarras econômicas.

Quando você apoia o ICL, você não está só garantindo a continuidade de um projeto. Você está protegendo o espaço de circulação de notícias que não passam pelo filtro dos interesses privados. Cada contribuição ajuda a manter uma estrutura enxuta, mas capaz de entregar jornalismo com responsabilidade e autonomia.

2. Cobertura de quem está no front

No ICL, a prioridade é cobrir o que acontece onde acontece. Não basta replicar o que agências divulgam. A equipe vai até o local, conversa com quem vive a realidade e traz as informações que nem sempre ganham espaço na cobertura convencional.

Foi assim na Palestina, durante os julgamentos do 8 de janeiro e nas eleições brasileiras. Estar no front não é só uma decisão técnica. É uma forma de garantir que você tenha acesso a uma apuração própria, que garante a verdade do que chega até você.

3. Coragem para denunciar

Fazer jornalismo de verdade não é só informar: é denunciar o que o sistema esconde. O ICL expõe golpes, fraudes, genocídios e alianças escusas entre poder econômico e poder político.

Cada reportagem nasce de uma apuração séria, com responsabilidade e compromisso com a verdade. Não existe neutralidade quando o que está em jogo é a liberdade e a vida das pessoas. E o ICL escolhe um lado: o seu.

O jornalismo do ICL contado por quem faz acontecer

Jornalismo de verdade se faz com escolhas difíceis. No ICL, cada cobertura, cada reportagem e cada análise é feita por um time que acredita no que faz. A seguir, você lê relatos de quem está todos os dias na linha de frente, construindo o jornalismo que escolheu ser independente.

“O momento que mais me marcou, e que eu creio que é a melhor síntese do jornalismo feito com coragem, compromisso com a democracia e com a luta por justiça social, foi a cobertura do massacre promovido por Israel contra o povo palestino. Se existe uma imagem que simboliza essa síntese, pra mim é a imagem da Helô Villela com uma mochila nas costas, andando pela Cisjordânia e cobrindo um verdadeiro genocídio em curso sem sensacionalismo, sem espetacularização da barbárie, e sim trazendo um olhar sobre a resistência palestina e contando as histórias daquelas pessoas com uma sensibilidade ímpar.”

 

Bernardo Cotrim – Gerente de Mídias Sociais

 

 

“Um momento que me marcou muito, enquanto funcionário do ICL, foi a cobertura jornalística que fizemos durante os julgamentos dos acusados pela invasão de 8 de janeiro. Ver toda a equipe, tanto técnica quanto jornalística, 100% empenhada em fazer a melhor cobertura possível, com mais de 10 horas ao vivo consecutivas, foi o que me deu a certeza de que o jornalismo do ICL é, além de profissional, extremamente necessário para o momento em que vivemos.”

 

Victor Nascimento – Direção de TV

 

“Jornalismo de verdade é prestar serviço para a sociedade. É informar de forma clara como as decisões políticas impactam a sua vida, com transparência e sem filtros. Lembro quando a Heloísa Villela foi à Palestina mostrar o outro lado da guerra, um lado que ninguém estava noticiando. Ou quando desmascaramos as apostas esportivas, enquanto todo mundo fingia que nada estava acontecendo. Ali ficou claro o que é fazer jornalismo de verdade.”

 

Laura Kotscho – Jornalista

 

“Um dos momentos mais marcantes da minha trajetória no ICL foi a cobertura das eleições presidenciais de 2022. Estivemos ao vivo nos dois turnos, com o coração na mão e cheios de esperança. Durante todo o ano, vínhamos denunciando os retrocessos e ataques do governo Bolsonaro, e aquela eleição era uma chance real de retomarmos o fôlego depois de quatro anos tão difíceis. Eu estava na operação de VT, colocando no ar as atualizações dos votos em tempo real, com a redação cheia — equipe de jornalismo, transmissão, todo mundo vibrando junto. Quando saiu o resultado oficial e vimos que o Lula havia vencido, foi impossível conter a emoção: invadimos o estúdio e comemoramos. Foi um alívio coletivo, um respiro necessário. Um daqueles momentos que a gente sabe que vai guardar pra sempre.”

 

Bianca Pasquim –  Coordenadora de Transmissões

 

“Jornalismo de verdade é examinar como a sociedade é organizada e expor quem controla o poder. Ser independente é trabalhar o pensamento crítico com o objetivo de fortalecer a população. A cobertura do processo eleitoral mostrou isso: acompanhamento próximo, análise crítica e compromisso com a informação.”

 

Cesar Calejon – Jornalista

 

“Sempre amei muito o que faço e, quando desembarquei na frente do ICL no meu primeiro dia de trabalho, tinha a certeza de que estava alimentando esta ideia, mesmo que — no momento — não fosse nada fácil. Eu estava com o tornozelo esquerdo quebrado, ostentava uma bota ortopédica e uma bengala. Mas, na cabeça, tinha uma ideia fixa: derrubar o governo que há quase quatro anos vinha destruindo o Brasil. O tempo era curto: teríamos exatos seis meses. O começo seria do zero. Montamos a equipe, elaboramos o plano, afinamos tudo, e, quando chegaram as eleições de 2022, estávamos prontos. O ICL Notícias fazia seis meses de existência e dava o primeiro passo pra marcar o nome na história do jornalismo brasileiro. No dia 30 de outubro de 2022, um domingo, durante o segundo turno das eleições gerais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou Lula eleito às 19h56 (horário de Brasília), quando 98,91% das urnas já haviam sido apuradas. Nós, do ICL, soubemos quase meia hora antes, porque estávamos ao vivo e o Eduardo Moreira fez o cálculo matemático das probabilidades. Não deu outra: vitória do Lula, do ICL e de todos nós.”

 

Helga Simões – Direção Executiva

 

“O momento mais marcante do jornalismo no ICL foi o segundo turno de 2022, a nossa primeira eleição. O primeiro turno já tinha sido muito difícil tecnicamente. Tudo era novo, até para jornalistas experientes que nunca tinham feito cobertura sem a estrutura de uma televisão. Mesmo assim, batemos nosso recorde de audiência. No segundo turno, a tensão era ainda maior, com a chance real do Bolsonaro se reeleger. Estávamos com aperto no coração, contando voto por voto, lidando com vídeos de bloqueios policiais e correndo pra atualizar os dados a cada 30 segundos. Foi uma cobertura de guerrilha. Até que o Moreira avisou no privado: ‘Pelas minhas contas, já era. É nosso.’ A gente custou a acreditar, mas era isso mesmo. Foram os momentos mais difíceis, e também os mais revigorantes, que vivi no jornalismo do ICL.”

 

Guilherme Bessa – Gerente de Transmissões

 

“O jornalismo de verdade tem compromisso com a população, não com corporações ou publicidade. Recentemente, isso ficou claro na cobertura dos julgamentos envolvendo a trama golpista, e também quando a Helô Villela foi para a Cisjordânia no início do genocídio em Gaza. Ela foi a única mulher jornalista no local e ainda desmentiu fake news que circulavam sobre a atuação de Israel. Nosso foco sempre foi informar quem confia na gente, sem servir a outros interesses.”

 

Gabriela Varella – Jornalista

Por que você deve apoiar um jornalismo assim?

Apoiar o jornalismo do ICL não é só escolher onde buscar informações. É uma decisão sobre que tipo de sociedade você quer construir.

Quando você apoia o ICL:

  • Você consome notícias sobre jornalismo sem filtro, sem censura e sem compromissos com interesses privados.
  • Você fortalece um projeto que responde apenas à comunidade.
  • Você investe na formação de uma consciência crítica e no acesso democrático ao conhecimento.

Cada contribuição mantém vivo um jornalismo que investiga, denuncia e informa de forma independente. Um jornalismo que entende que neutralidade, em tempos de ataque à democracia, não é uma opção.

Conclusão

Apostar no jornalismo do ICL é mais do que apoiar um projeto de comunicação. É assumir um compromisso com a transformação social.

O ICL nasceu para romper com a lógica da velha mídia, que filtra o que você pode ou não saber. Aqui, o jornalismo é independente, sustentado por quem acredita que informação precisa circular livremente.

Em tempos de desinformação e fake news, escolher o jornalismo do ICL é uma atitude política. Você apoia a consciência crítica, a educação popular e a democratização do conhecimento.

A transformação também passa por onde você escolhe se informar.

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