O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) comunicou, na terça-feira (6), um prazo de 30 dias para que a Prefeitura de São Paulo preste esclarecimento sobre a situação do terreno em que a estudante da USP (Universidade de São Paulo) Bruna Oliveira da Silva, de 28 anos, foi encontrada morta. A informação é da coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
O local onde o corpo foi achado fica em um estacionamento de gestão do município, que seria usado para a construção de um equipamento do SUS (Sistema Único de Saúde), mas a obra nunca foi concretizada.
O despacho é assinado pelo promotor Roberto Luiz de Oliveira Pimentel e pede que a prefeitura esclareça “quanto ao alegado abandono ou falta de manutenção do terreno”.
O pedido vem após uma representação da deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), que apontou uma suposta “omissão na conservação e segurança do terreno” por parte da prefeitura.
A solicitação de Luciene exige pede que o MP-SP obrigue o município a “a construir, em caráter de urgência, o equipamento ‘Paulistão da Saúde’ no terreno em questão, como forma de reparar o dano causado à população e prevenir novas tragédias”.
O terreno onde a estudante foi morta

O estacionamento se localiza na avenida Miguel Ignácio Curi, atrás da Fatec Itaquera, região da Vila Carmosina, na zona leste da cidade. A Secretaria Municipal da Saúde conseguiu a concessão do local ara abrigar o complexo Paulistão da Saúde, incluindo um CER (Centro Especializado de Reabilitação).
Mulheres que usam o metrô e os ônibus de Itaquera relatam ter medo de circular pela região à noite, principalmente após o assassinato de Bruna.
Bruna era historiadora e trabalhava no colégio Vital Brazil como professora, além de ser estudante de mestrado em ciências sociais na USP. O suspeito de ter cometido o assassinato foi encontrado morto na semana passada.