Conab planeja retomar estoques de arroz para evitar desvalorização, diz presidente

Área plantada de arroz teve aumento de 7% em comparação ao ano anterior, o que deve resultar em uma produção 14% maior
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O presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, anunciou na quarta-feira (14) que a estatal pretende retomar os estoques públicos de arroz ainda em maio. A medida acompanha a recuperação da produção do cereal no país, após anos de queda, e também visa a ajudar a controlar os preços do cereal.

A declaração foi feita durante sessão solene no Senado, em celebração aos 35 anos da Conab, com a presença de autoridades, servidores e representantes do setor agrícola.

Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a Conab atua na gestão de estoques públicos, leilões de compra e venda de alimentos e monitoramento de safras.

Dentre as principais atividades do órgão está a formação de estoque de alimentos para regular os preços e garantir a oferta no mercado interno, especialmente em momentos de crise, como alta demanda internacional, secas e enchentes.

Segundo Pretto, a área plantada de arroz teve aumento de 7% em comparação ao ano anterior, o que deve resultar em uma produção 14% maior.

“Nós aumentamos a área plantada com arroz, comparado esse ano com o ano passado, depois de 13 anos de queda, teremos uma área 7% a mais com produção de arroz que o passado. Nós teremos uma produção 14% mais de arroz comparado com o ano passado, serão mais de 12 milhões de toneladas de arroz”, disse.

Ele lembrou ainda que foram oito anos sem os estoques reguladores, mas que o cereal volta aos armazéns governamentais ainda no mês de maio. Com o retorno da formação de reserva de alimentos, Pretto disse que os preços do feijão e do arroz já caíram mais de 40% nos supermercados.

Conab: safra 2024/2025 de arroz chegou a 12,1 milhões de toneladas

Dados da própria companhia indicam que a safra 2024/2025 chegou a 12,1 milhões de toneladas, frente às 10,5 milhões registradas no ciclo anterior, um avanço de 14,7%.

Segundo Pretto, não faltará arroz no país com preço justo nas prateleiras dos supermercados. “E não faltará a mão amiga do governo do presidente Lula para quem quiser produzir mais arroz, mais feijão, mais mandioca, mais batata, mais hortaliças, para combater a fome e garantir nas prateleiras dos supermercados um preço justo para os consumidores”, completou.

A Conab esteve no centro de polêmica envolvendo a anulação de um leilão para compra de arroz importado, que buscava conter a alta de preços causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, estado que é o maior produtor do cereal no país. O processo foi cancelado por suspeitas de irregularidades.

Em resposta à crise, a Conab reforçou o apoio à agricultura familiar por meio da oferta de linhas de crédito para compra direta do cereal.

Foram firmados contratos de opção de venda que movimentaram R$ 162,2 milhões, envolvendo 91,7 mil toneladas. Os pagamentos foram feitos com valor 20% acima do preço mínimo.

A companhia também investiu na ampliação da capacidade de armazenagem, que cresceu 43% graças a parcerias com Itaipu Binacional e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). “Conseguimos R$ 55 milhões da Itaipu para reformar três unidades armazenadoras no Paraná e no Mato Grosso do Sul. E com o BNDES, realizamos permutas de imóveis fechados há anos”, destacou Pretto.

 

 

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