Tuta, apontado como novo número 1 da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC, foi entregue pela Bolívia para as autoridades brasileiras. Segundo a PF, ele ficará custodiado na Penitenciária Federal em Brasília.
A transferência do preso para o Brasil contou com a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério de Relações Exteriores. Participaram da operação 50 integrantes da Polícia Federal. O transporte da fronteira boliviana para Brasília foi realizado em uma aeronave da PF.
“O criminoso ficará detido em presídio de segurança máxima do Sistema Penitenciário Federal (SPF), cujo objetivo é isolar lideranças criminosas e presos de alta periculosidade”, informou a PF., em nota
A Polícia Federal (PF) havia anunciado no sábado (17) a prisão de Marcos Roberto de Almeida, nome real de Tuta, na Bolívia. Tuta estava foragido e foi detido com apoio de forças bolivianas.
Tuta
No Brasil, “Tuta” tem duas prisões decretadas em investigações do Ministério Público de SP (MP-SP), no âmbito da Operação Sharks, do Gaeco. Segundo o MP, ele tinha assumido o comando do PCC depois que o ex-chefe da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi transferido para um presídio federal, em fevereiro de 2019.

Ele também já tem uma condenação em 1° grau por organização criminosa, onde foi sentenciado a 12 anos e seis meses de prisão, além de responder outro processo por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Estrutura do PCC
Em 2020, após a primeira fase da Operação Sharks, o MP paulista havia divulgado a identificação de 21 suspeitos de fazer parte da nova cúpula do PCC.

Entre os identificados estava o novo chefe da facção, Marcos Roberto de Almeida, o Tuta. Ele fazia parte da cúpula da facção, chamada de ‘Sintonia Final da Rua’. Além dele, o Ministério Público identificou outros 20 nomes que fazem parte da nova cúpula da facção.