Mercados globais avançam com conflito no Oriente Médio e decisões sobre juros no radar

Em semana marcada por tensão geopolítica e dados econômicos relevantes, os bancos centrais do Brasil e EUA definirão os próximos passos da política monetária
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Os mercados globais começam a segunda-feira (16) com alta, tentando recuperar parte das perdas provocadas pela escalada do conflito entre Irã e Israel. A tensão no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e elevou o alerta para riscos geopolíticos com impacto global.

Ao longo dos próximos dias, os holofotes se voltam para a política monetária. Na quarta-feira (18), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil e o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) anunciam suas decisões sobre os juros.

A expectativa é de manutenção da taxa Selic no Brasil, atualmente em 14,75% ao ano, após sinalizações mais conservadoras do Banco Central. Já nos EUA, investidores buscam pistas sobre o início de um possível ciclo de cortes, em meio a dados mistos da economia.

A China, por sua vez, trouxe sinais mistos, com aceleração no varejo e desaceleração na indústria.

O cenário internacional, somado à agenda doméstica intensa, promete uma semana de forte volatilidade nos mercados.

Na agenda econômica desta segunda-feira no Brasil, estão o IGP-10 e o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central e o Boletim Focus, com previsões do mercado sobre a economia.

Na esfera política, o presidente Lula (PT) partiu na madrugada de hoje rumo ao Canadá, onde participará da 51ª Cúpula do G7, grupo que reúne as sete maiores nações industrializadas do mundo.

Brasil

A única sexta-feira 13 do ano não passou despercebida pelos mercados. Em um dia marcado pelo aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio, o Ibovespa caiu 0,43%, aos 137.212 pontos, puxado por temores com a escalada da guerra entre Israel e Irã — que envolveu ataques e contra-ataques, disparada do petróleo e cautela global. Ainda assim, a Bolsa brasileira fechou a semana com alta de 0,82%.

Por sua vez, o dólar comercial ficou estável, com leve alta de 0,01%, a R$ 5,543. Juros futuros avançaram suavemente.

Europa

Após fecharem em baixa na sexta-feira (13), os mercados europeus avançam hoje, com os agentes acompanhando os desdobramentos do conflito entre Irã e Israel, e a promessa de mediação do conflito por parte do governo russo, o que não deixa de ser uma ironia, uma vez que a própria Rússia está em guerra contra a Ucrânia.

No campo corporativo, as ações da Renault caíram mais de 7% depois que a montadora anunciou no domingo (15) que o veterano da indústria Luca de Meo deixaria o cargo de CEO.

STOXX 600: +1,53%
DAX (Alemanha): +0,19%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%
CAC 40 (França): +0,52%
FTSE MIB (Itália): +0,60%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York seguem no campo positivo hoje, com os agentes com o conflito do Oriente Médio no radar, enquanto se preparam para acompanhar a reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), cuja decisão será anunciada na quarta-feira. A ampla expectativa do mercado é de que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas.

No entanto, a recente alta nos preços do petróleo pode dificultar o controle da inflação, desafiando os próximos passos da autoridade monetária.

Dow Jones Futuro: +0,37%
S&P 500 Futuro: +0,48%
Nasdaq Futuro: +0,56%

Ásia

Os mercados asiáticos operam no campo positivo, com os investidores repercutindo os dados do varejo e da indústria da China.

As vendas no varejo chinês cresceram 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a produção industrial desacelerou, com alta de 5,8% na comparação anual.

Shanghai SE (China), +0,35%
Nikkei (Japão): +1,26%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,70%
Kospi (Coreia do Sul): +1,80%
ASX 200 (Austrália): +0,01%

Petróleo

Os preços do petróleo operam com baixa, reduzindo os ganhos da última de sexta, à medida que novos ataques de Israel e Irã no fim de semana aumentaram as preocupações de que a batalha poderia se espalhar pela região e prejudicar significativamente as exportações de petróleo do Oriente Médio.

Petróleo WTI, -0,26%, a US$ 72,79 o barril
Petróleo Brent, -0,38%, a US$ 73,95 o barril

Agenda

Na agenda internacional está o índice Empire State nos EUA.

Por aqui, no Brasil, a Câmara dos Deputados vai votar nesta segunda-feira a urgência do projeto que derruba o novo decreto sobre o IOF (Imposto de Operações Financeiras), publicado na última semana. A medida foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com líderes da Casa na quinta-feira passada.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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