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Os mercados mundiais avançam, nesta manhã de terça-feira (24), ampliando os ganhos da véspera quando as bolsas estadunidenses fecharam em alta devido à queda do petróleo no mercado internacional.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou cessar-fogo entre Irã e Israel, em conflito há quase duas semanas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a trégua, enquanto Teerã condicionou a suspensão dos ataques à reciprocidade israelense.

Apesar da sinalização diplomática, Israel relatou novo lançamento de míssil pelo Irã e prometeu “resposta enérgica”, elevando a tensão no Oriente Médio e limitando o alívio nos preços do petróleo, que operam em leve queda hoje.

Na agenda do dia, as atenções nos EUA se voltam ao depoimento do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, no Congresso, com atenção especial aos sinais sobre a trajetória dos juros. Ainda hoje, saem o índice de confiança do consumidor de junho e o relatório semanal de estoques de petróleo.

No Brasil, o destaque da manhã é a divulgação do índice de confiança do consumidor e a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que pode indicar os próximos passos da política monetária, com a Selic em 15%. À tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede coletiva sobre a proposta de troca de dívidas por atendimento especializado no SUS (Sistema Único de Saúde).

Brasil

Ibovespa fechou a segunda-feira (23) com queda de 0,41%, aos 136.550,50 pontos, pressionado pela baixa do petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na mínima do dia, o índice chegou a cair quase 1%.

Na contramão de Wall Street, que subiu com a perspectiva de cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) e recuo do petróleo, o mercado brasileiro sentiu o impacto da desvalorização da commodity — que caiu mais de 7% — sobre as ações da Petrobras (PETR4), que recuaram 2,50%.

Nesse cenário conturbado, o dólar comercial caiu 0,40%, a R$ 5,503. Os DIs (juros futuros) oscilaram na sessão, sem força e mistos.

Europa

Os mercados europeus sobem após o anúncio de cessar-fogo entre Irã e Israel feito por Donald Trump. Em meio a esse cenário, a cúpula da OTAN ()Organização do Tratado do Atlântico Norte) começa hoje em Haia com foco no aumento dos gastos militares. Os aliados planejam elevar os investimentos em defesa para 5% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2035.

STOXX 600: +1,30%
DAX (Alemanha): +1,82%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,49%
CAC 40 (França): +1,45%
FTSE MIB (Itália): +1,62%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York sobem hoje, enquanto os agentes aguardam falas de Jerome Powell, Chairman do Fed, e acompanham os desdobramentos da tensão no Oriente Médio.

Na frente corporativa, a Carnival Corporation, a FedEx e a BlackBerry devem divulgar seus resultados hoje.

Dow Jones Futuro: +0,63%
S&P 500 Futuro: +0,74%
Nasdaq Futuro: +1,05%

Ásia

Os mercados asiáticos subiram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo Irã-Israel que ele anunciou anteriormente estava em vigor, após a mídia estatal iraniana dizer que Teerã havia disparado sua ”última rodada” de mísseis contra Israel.

Shanghai SE (China), +1,15%
Nikkei (Japão): +1,14%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,06%
Kospi (Coreia do Sul): +2,96%
ASX 200 (Austrália): +0,95%

Petróleo

Os preços do petróleo recuam nesta manhã, após Donald Trump anunciar um acordo de cessar-fogo entre Irã e Israel, o que reduziu temores sobre possíveis interrupções no fornecimento da commodity na região.

Petróleo WTI, -2,63%, a US$ 66,71 o barril
Petróleo Brent, -2,55%, a US$ 69,66 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados da confiança do consumidor de junho.

Por aqui, no Brasil, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) será controlada pelo Centrão, apesar de ter sido patrocinada pela oposição. O senador Omar Aziz (PSD-AM) deve assumir a presidência, enquanto a relatoria ficará com outro nome do centro, em articulação conduzida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), segundo reportagem da CNN. O governo, que inicialmente tentou barrar a comissão, agora busca controlar os trabalhos para evitar desgaste político. A oposição, que articulou a criação, teme perder protagonismo, como ocorreu na CPMI do 8 de janeiro. A comissão deve ser instalada apenas no segundo semestre, após o recesso.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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