Após quatro sessões em queda, o Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,45%, aos 137.164 pontos, com ajuda de dois fatores: o fim do ciclo de alta da Selic e o anúncio de cessar-fogo entre Irã e Israel, ainda que parcial. O dólar comercial voltou a subir, após a baixa de ontem, mas o ganho foi curto, de 0,29%, a R$ 5,519
A ata do Copom confirmou o esperado: a Selic atingiu 15% ao ano e deve permanecer nesse patamar por um bom tempo, com possíveis cortes só em 2026. O Banco Central indicou que a inflação e a atividade econômica estão desacelerando, sugerindo que os efeitos da alta dos juros começaram a aparecer.
Apesar disso, alertou que discussões sobre reformas fiscais e corte de incentivos tributários podem influenciar os juros daqui para frente.
Cessar-fogo impulsiona mercados
O clima também melhorou com o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Israel, mesmo sem confirmação de cumprimento total. O movimento trouxe alívio nos preços do petróleo, que caíram 7% ontem e mais 6% hoje, colaborando com o bom humor nos mercados globais.
Nos EUA, Jerome Powell, presidente do Fed, manteve um tom cauteloso ao dizer que não há pressa para cortar juros e que os efeitos das tarifas econômicas ainda estão sendo avaliados. A fala diminuiu a expectativa de um corte em julho e fez a confiança do consumidor americano cair.
Destaques do Ibovespa
Na Bolsa brasileira, ações de bancos e varejistas puxaram a recuperação. Empresas como Marcopolo e Randoncorp estiveram no radar, com investidores avaliando riscos e oportunidades diante da perspectiva de estabilidade ou futura queda nos juros locais.
Já a Vale fechou com baixa de 0,02%. As petroleiras sofreram com mais uma queda do petróleo e Petrobras caiu 1,97%.