Pela sétima semana consecutiva, os economistas das principais instituições financeiras reduziram suas projeções para a inflação deste ano. A nova estimativa, divulgada nesta segunda-feira (14) no Boletim Focus do Banco Central, aponta para um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,17% em 2025, ante 5,18% na semana anterior.
Apesar do recuo, a mediana das análises dos mais de cem economistas consultados para o Boletim Focus continua acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.
Desde o início deste ano, o Brasil adota o sistema de meta contínua, com objetivo central de 3% e intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.
O cenário pressiona o Banco Central, que precisa calibrar a taxa básica de juros (Selic) para conter a inflação futura, mesmo com os efeitos das decisões monetárias demorando entre 6 a 18 meses para surtirem efeito.
Como a inflação acumulada em 12 meses extrapolou o teto da meta por seis meses consecutivos, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teve que enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana passada, explicando o novo descumprimento do sistema de metas.
Entre os fatores citados estão:
- Aquecimento da atividade econômica
- Pressão cambial
- Custo elevado da energia elétrica
- Anomalias climáticas
Veja outras projeções do Boletim Focus
Inflação (IPCA)
- 2025: caiu de 5,18% para 5,17%
- 2026: manteve em 4,50%
📌 Meta oficial contínua: 3% (tolerância entre 1,5% e 4,5%)
PIB (Produto Interno Bruto)
- 2025: manteve em 2,23%
- 2026: subiu de 1,86% para 1,89%
Taxa Selic (juros básicos)
- 2025: manteve em 15,00% ao ano
- 2026: manteve em 12,50% ao ano
Dólar (taxa de câmbio)
- 2025: caiu de R$ 5,70 para R$ 5,65
- 2026: caiu de R$ 5,75 para R$ 5,70
Balança comercial (superávit)
- 2025: caiu de US$ 73 bilhões para US$ 70,9 bilhões
- 2026: manteve em US$ 77,9 bilhões
Investimento estrangeiro direto
- 2025: manteve em US$ 70 bilhões
- 2026: manteve em US$ 70 bilhões