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Os mercados mundiais operam majoritariamente em alta, nesta manhã de quinta-feira (24), em um dia marcado pela visita do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Federal Reserve — a primeira de um chefe de Estado americano em quase 20 anos. O gesto ocorre em meio ao aumento da pressão de Trump sobre o presidente do banco central, Jerome Powell, para baixar os juros.

Após o fechamento do mercado, Alphabet e Tesla divulgaram seus balanços trimestrais. A controladora do Google subiu 2% no after-market, superando projeções de lucro e receita. Já a Tesla recuou 4%, após nova queda nas receitas do setor automobilístico.

A agenda econômica dos EUA traz, ao longo do dia, dados de auxílio-desemprego, exportações agrícolas, índices PMI e números de novas moradias. No fim da tarde, será divulgado o balanço patrimonial do Fed.

No front internacional, EUA e Coreia do Sul discutem a criação de um fundo bilateral, em linha com o pacto assinado com o Japão. Já EUA e China preparam nova rodada de negociações comerciais em Estocolmo na próxima semana.

Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) deve manter os juros pela primeira vez em mais de um ano, à espera de mais clareza sobre os impactos da política comercial de Trump. No Brasil, o destaque é a reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) e os dados de arrecadação federal de junho.

Brasil

Ibovespa subiu 0,99% na quarta-feira (12), fechando aos 135.368 pontos, e voltou ao patamar dos 135 mil pela primeira vez em quase três semanas. O avanço foi sustentado por altas de Petrobras, bancos e empresas como Raízen e CVC. O volume financeiro, porém, foi modesto: R$ 17 bilhões.

O dólar caiu 0,79%, a R$ 5,52, favorecendo o mercado acionário. Destaques positivos incluíram Petrobras ON (+2,23%) e Bradesco ON (+1,64%). Já a Vale, ação de maior peso, recuou 0,14%, e a WEG liderou perdas, com queda de 8,01%.

Europa

As bolsas europeias operam em alta com expectativa de acordo comercial entre EUA e União Europeia. As ações subiram após rumores de acerto tarifário de 15%. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter fechado um “grande acordo” com o Japão e sinalizou avanços com a Europa. O BCE (Banco Central Europeu) deve manter os juros estáveis diante do cenário global.

STOXX 600: +0,51%
DAX (Alemanha): +0,92%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,56%
CAC 40 (França): +0,37%
FTSE MIB (Itália): -0,15%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam majoritariamente em alta hoje, com os dados de auxílio-desemprego, PMI de julho e vendas de imóveis nos EUA no radar dos agentes. No campo comercial, EUA e Coreia do Sul discutem fundo de investimentos bilaterais, após acordo similar com o Japão. Também está prevista nova rodada de negociações entre EUA e China, em Estocolmo, na próxima semana. Agentes também acompanham a visita de Donald Trump ao Fed, o banco central estadunidense, a primeira em 20 anos de um chefe de Estado.

Dow Jones Futuro: -0,31%
S&P 500 Futuro: +0,03%
Nasdaq Futuro: +0,27%

Ásia

A maioria das bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta, acompanhando Wall Street e refletindo o otimismo dos investidores diante dos avanços comerciais entre Estados Unidos e Japão.

O Topix, do Japão, saltou 1,75%, fechando na máxima recorde de 2.977,55 pontos. O índice de referência do país, Nikkei 225, avançou 1,59%, encerrando o pregão em 41.826,34 pontos.

Shanghai SE (China), +0,65%
Nikkei (Japão): +1,59%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,51%
Nifty 50 (Índia): -0,52%
ASX 200 (Austrália): -0,32%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem hoje, impulsionados pelo otimismo em relação às negociações comerciais dos EUA, que aliviariam a pressão sobre a economia global, e por um declínio mais acentuado do que o esperado nos estoques de petróleo bruto dos EUA.

Petróleo WTI, +0,80%, a US$ 65,77 o barril
Petróleo Brent, +0,69%, a US$ 68,98 o barril

Agenda

Nos EUA, estão previstas as divulgações do PMI de indústria e dos serviços (preliminar) de julho; novas moradias de junho; balanço patrimonial do Federal Reserve.

Na Zona do Euro, o BCE define juros.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) telefonou para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas e comerciais entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar essas relações, principalmente diante do atual momento de incertezas.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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