Sem máscaras e sem discurso 

A direita se mostra submissa a interesses dos rentistas  internacionais
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Por José Guimarães 

 

A direita brasileira vai às urnas, em 2026, politicamente dividida, sem projeto nacional, desgastada, por se associar ao governo dos Estados Unidos contra o Brasil, no ataque ideológico à nossa soberania e em defesa do tarifaço de Donald Trump. Está sem discurso capaz de unir as forças conservadoras. O fantasma do comunismo se desfez junto com outros absurdos do repertório de manipulação nas redes sociais.

A onda que se ergueu nas ruas para o impeachment da presidenta Dilma e culminou na tentativa de golpe de Estado, em 2023, encontrou pela frente o rochedo da democracia, se fragmentou, perde força e entra em refluxo, sem chance de retorno. O Brasil optou pela democracia e suas instituições demonstram solidez e compromisso com o estado democrático de direito.

A base bolsonarista que dominou o campo da direita na última década com retórica antipolítica, teorias conspiratórias e apelo autoritário, perde a  capacidade de influência, está sem liderança, com Jair Bolsonaro inelegível e na iminência de ser preso juntamente com seus comandados por tentativa de golpe de Estado.

Os conflitos decorrentes da disputa no campo da direita entre a família Bolsonaro e possíveis candidatos como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Jr.se intensifica.

Ainda atrelados ao ideário neoliberal em crise no mundo e a interesses externos, dos quais se colocam como gerentes, os possíveis candidatos têm demonstrado certa desorientação, pouca capacidade de formular uma alternativa que dialogue com as reais demandas da população. Negam a soberania nacional, a política econômica do governo Lula, que levou o Brasil ao pleno emprego e a recordes de renda, à política industrial e a transição energética, setor que mais gerou empregos de carteira assinada, à justiça social, que tirou o Brasil do Mapa da Fome, e ambiental sob os cuidados da ministra Marina Silva, com a sustentabilidade e a redução do desmatamento nos principais biomas nacionais.

Ou seja, apenas a pauta de costumes não será suficiente para os candidatos de direita enfrentarem a robusta candidatura do presidente Lula à reeleição. Os  possíveis candidatos temem enfrentá-lo, perderem a eleição e cair no limbo, sem mandato, fora da mídia.

O presidente Lula consolidou sua imagem como defensor da soberania nacional e promotor de um projeto de desenvolvimento sustentável e inclusivo, com o resgate da nossa soberania e reafirmação da posição do Brasil na geopolítica internacional.

Sob comando do presidente Lula o Brasil presidiu o G20, o Mercosul e o BRICS, com a pauta de defesa do multilateralismo, reforma da governança global, integração latino-americana, erradicação da fome, da pobreza, a sustentabilidade com justiça ambiental, tributária e social.

O presidente Lula participará das eleições estribado em dados positivos, colhidos do plano de reconstrução do Brasil em todas as áreas, que o coloca como líder inconteste de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável tendo o Estado como indutor do crescimento, centrado em  investimentos públicos e privados.

Além disso, com  políticas públicas como a de valorização do salário mínimo, investimentos vultosos na transição energética, na agricultura familiar, nos micro e pequenos empreendimentos e na reconstrução da rede de proteção social com programas de transferência de renda.

Essa diferença de projetos é cada vez mais visível. A direita se mostra submissa a interesses dos rentistas  internacionais, enquanto Lula aposta na produção, no emprego e na renda, em um Estado indutor do desenvolvimento e da inclusão social.

As pesquisas eleitorais mais recentes refletem esse contraste: Lula lidera com ampla vantagem todas as simulações para as eleições de 2026, em todos os cenários, contra os principais nomes da direita.

Colocar-se ao lado de Donald Trump contra o Brasil no episódio da taxação das nossas exportações em 50%, como fizeram alguns dos pré-candidatos, e ainda sabotar as negociações do governo Lula nos Estados Unidos, fez cair a máscara dos falsos patriotas e revelar seus vínculo de gerentes de interesses externos.

A fragmentação da direita,  com seu discurso esgotado, sua agenda impopular e seu divórcio com os interesses nacionais desperta a percepção da população, de quem é quem na política brasileira. A agenda progressista se impõe e a  eleição de 2026 tende a consolidar esse movimento, com Lula favorito absoluto, não apenas pela força de sua liderança, mas, sobretudo, pela coerência de um projeto que devolve dignidade ao povo brasileiro, desenvolvimento e soberania ao país.

Enquanto a direita se perde em disputas internas e em agendas antinacionais, Lula representa estabilidade, diálogo, crescimento econômico, justiça social e um Brasil mais justo e soberano.

A crise da direita não é apenas eleitoral. É uma crise de projeto e de identidade frente ao Brasil estruturalmente reconstruído, com crescimento econômico, com sua soberania resgatada e reposicionado no mundo.

 

*Advogado, deputado federal (PT/CE) e líder do governo na Câmara dos Deputados.

 

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