Ibovespa fecha acima dos 136 mil pontos e emplaca quarta alta seguida

O dólar comercial recuou 0,74%, cotado a R$ 5,423
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O Ibovespa encerrou a quinta-feira (7) com alta de 1,48%, aos 136.527,61 pontos — um avanço de 1.989,99 pontos. É a quarta valorização consecutiva do principal índice da B3, feito que não ocorria desde maio, além de ser a primeira vez que o índice fecha acima dos 136 mil desde 11 de julho.

A recuperação da Bolsa vem acompanhada de uma valorização do real. O dólar comercial recuou 0,74%, cotado a R$ 5,423, com o mercado também reagindo positivamente à queda dos juros futuros (DIs), que fecharam em baixa ao longo de toda a curva.

No cenário internacional, os mercados operaram com instabilidade. Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump — que prometeu tarifas pesadas sobre chips e semicondutores — provocaram incertezas. “Se você estiver construindo nos EUA, não haverá cobrança”, afirmou, em tom de pressão, referindo-se a gigantes como a Apple.

Enquanto isso, os balanços corporativos continuam a ditar o humor dos investidores. No Brasil, a expectativa está nos números da Petrobras (PETR4), que divulgou seus resultados do segundo trimestre. Mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional, a ação avançou 0,56%. Já os papéis da Eletrobras registraram forte valorização.

Na Europa, os mercados também reagiram aos balanços, com alta generalizada nos principais índices — à exceção de Londres, onde o Bank of England reduziu os juros em 0,25 ponto, para 4,00% ao ano, em decisão dividida.

Voltando às tarifas, o presidente Lula (PT) conversou por telefone nesta quinta-feira (7) com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O diálogo, que durou cerca de uma hora, abordou temas de grande relevância internacional, com destaque para as recentes tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e indianos.

As sanções entraram em vigor no dia anterior, quarta-feira (6). No caso do Brasil, os produtos foram taxados em 50%. Já a Índia sofreu um acréscimo de 25% sobre alguns itens, como forma de retaliação pelo comércio contínuo de petróleo com a Rússia — uma atitude que, segundo o presidente norte-americano, contribui para a manutenção da guerra na Ucrânia.

Mercado externo

As bolsas de Wall Street fecharam majoritariamente em queda, com os investidores preocupados com o andamento da política comercial errática do governo Trump, enquanto observam novos balanços trimestrais corporativos. O clima de incerteza predomina.

O Dow Jones caiu 0,57%, aos 43.942,50 pontos; o S&P 500, -0,08%, aos 6.340,00 pontos; e o Nasdaq, +0,35%, aos 21.242,70 pontos.

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