Hytalo Santos nega exploração de menores após redes suspensas e busca em mansão

Influenciador se pronuncia pela 1ª vez, afirma ter agido sempre dentro da lei e diz estar à disposição da Justiça
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O influenciador digital Hytalo Santos se manifestou pela primeira vez nesta quinta-feira (14) após ter seus perfis em redes sociais suspensos e ser alvo de investigação por suposta exploração de menores. O paraibano é acusado de submeter adolescentes à adultização e exposição com conotação sexual para fins lucrativos, denúncia que ganhou repercussão após vídeo publicado pelo youtuber Felipe Bressanim, o Felca.

Em nota enviada à imprensa, Hytalo negou as acusações e afirmou “Repudio categoricamente qualquer acusação de exploração de menores. Minha trajetória pessoal e profissional sempre foi guiada pelo compromisso inabalável com a proteção de crianças e adolescentes”, diz a nota. “Reafirmo minha integridade e indignação diante de falsas acusações. Não aceitarei que minha imagem e meu trabalho sejam manchados por narrativas infundadas, e seguirei defendendo, com firmeza, a verdade e os valores que sempre nortearam minha vida”.

O influenciador também disse estar à disposição das autoridades e rejeitou a ideia de ter fugido da própria residência, ressaltando que está em viagem a São Paulo há mais de um mês.

Hytalo
Casa de Hytalo Santos foi alvo de busca e apreensão (Foto: Reprodução)

Busca e apreensão contra Hytalo

Na quarta-feira (13), a Justiça da Paraíba autorizou busca e apreensão na mansão do influenciador, onde foram recolhidos aparelhos eletrônicos. O juiz Adhailton Lacet Correia Porto destacou que, caso se confirme que o investigado retirou equipamentos do local antes da operação, um mandado de prisão pode ser expedido por obstrução da Justiça.

A decisão judicial determinou ainda a suspensão imediata das redes sociais de Hytalo, a retirada de conteúdos com crianças e adolescentes, além do afastamento dos jovens do convívio com o influenciador. Também foi ordenado um estudo psicossocial para avaliar a necessidade de novas medidas protetivas.

Segundo o magistrado, os indícios apontam para “graves violações aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes”, incluindo a exploração de imagens para monetização e exposição a situações de vulnerabilidade. O Ministério Público da Paraíba já havia obtido decisão liminar para bloquear perfis e interromper a monetização dos conteúdos do influenciador.

Carregar Comentários
Assine nossa newsletter
Receba nossos informativos diretamente em seu e-mail