Enquanto o Brasil lida com desafios diplomáticos, a Europa observa com apreensão os rumos da política monetária dos EUA. Christine Lagarde, presidente do BCE (Banco Central Europeu), alertou nesta segunda-feira (1º) que uma eventual perda de independência do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) representaria um “perigo sério” para a economia global.
A declaração vem em meio a ataques de Trump ao banco central americano. Além de exigir cortes de juros, Trump tentou demitir a diretora Lisa Cook — sem sucesso até o momento, já que a medida enfrenta barreiras legais.
“Se ele conseguisse fazê-lo, isso representaria uma ameaça muito séria para a economia dos EUA e do mundo”, disse Lagarde.
Apesar das tensões externas, o BCE mantém a inflação da zona do euro sob controle, com projeções próximas da meta de 2%. A expectativa é de manutenção das taxas de juros, hoje em 2%, nas próximas reuniões, com possibilidade de um último corte ainda este ano.
Lagarde afirmou que a estabilidade de preços será preservada, mesmo diante de pressões externas como tarifas americanas e os impactos da guerra na Ucrânia.