Nesta quarta-feira (3), o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, confirmou que as operações militares no Mar do Caribe não vão parar. O anúncio acontece um dia após o órgão confirmar o ataque a um barco venezuelano.
Em uma entrevista à Fox News, Hegseth disse que “Temos forças no ar, na água e em navios, porque essa é uma missão extremamente séria para nós, e não vai parar apenas com esse ataque”. O líder do Departamento de Defesa dos EUA ainda disse que qualquer “narcoterrorista” que trafique drogas nessas águas, seria alvo das forças americanas.
Durante a entrevista, o secretário de defesa se recusou a entrar em maiores detalhes sobre a operação, mas negou que o governo americano teria usado Inteligência Artificial (IA) para criar vídeo do ataque divulgado por Donald Trump.
Entre os líderes dos países latinos, o presidente da Colômbia se manifestou sobre o ocorrido.
“Se isso for verdade, é um assassinato em qualquer lugar do mundo. Há décadas capturamos civis que transportam drogas sem matá-los. Quem transporta drogas não são os grandes traficantes, mas jovens muito pobres do Caribe e do Pacífico”, publicou o colombiano em suas redes sociais.

Fala de Trump sobre o vídeo
Donald Trump disse que os militares dos Estados Unidos estruíram um barco que estaria saindo da Venezuela supostamente carregado de drogas, e mataram 11 pessoas no processo.
O presidente americano disse, em suas redes sociais, que a embarcação pertencia à facção venezuelana Tren de Aragua.
Trump também publicou um vídeo do ataque, que exibia um barco sendo atingido pelo que parecia ser um míssil, e logo após uma grande explosão.
Durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, nesta terça-feira (2), Nicolás Maduro afirmou que o envio de navios de guerra ao mar do Caribe é uma tentativa de do secretário de Estado, Marco Rubio, de manchar as mãos da família Trump de sangue.
“Eles vêm pelo petróleo venezuelano, querem que ele seja grátis, temos a maior reserva de petróleo do mundo e a quarta [maior] de gás, vêm pela terra fértil. Isso não é de Maduro, é do povo da Venezuela”, disse ele.
Os EUA já enviaram pelo menos sete navios de guerra às águas próximas da Venezuela, assim como um submarino de ataque rápido. Washington também opera aviões espiões nas águas próximas à Venezuela.
O governo de Trump justifica o movimento como um combate ao tráfico de drogas na região. Analistas, porém, veem a questão como um gesto para ampliar a pressão sobre Maduro.
Nesta segunda-feira (1) Madura afirmou que está preparado para uma luta armada, caso os EUA invadam a Venezuela.