Por Marcelle Vieira Salles
Desde o início da pandemia, houve um maior envolvimento das pessoas com a temática sustentabilidade e quanto aos danos que o consumo desenfreado têm despejado em nosso planeta.
Por consequência, observa-se a elevação no grau de comprometimento dos consumidores por negócios e produtos sustentáveis, fatores que também impulsionam pessoas empreendedoras a aprimorarem seus processos e desenvolverem práticas ecologicamente benéficas, proporcionando a valorização das marcas.
Sustentabilidade: um conceito amplo
Tendo em vista esse cenário, é importante considerar o conceito de sustentabilidade no sentido amplo, pois o termo abarca não apenas o aspecto ecológico, mas também o social e o econômico de empresas e nações.
Dessa forma, organizações que buscarem apenas o lucro acima de tudo podem até alcançar resultados financeiros significativos por determinado período de tempo, mas o ciclo de vida das mesmas não será longo, uma vez que tenderão a perder clientes, financiamentos e oportunidades para se perpetuarem no mercado.
Além disso, a sustentabilidade como campo de estudo e aplicação gerencial é comumente reconhecida pela sigla em inglês ESG – Environmental, Social, and Governance —, que traduzida para português se torna Ambiental, Social e Governança.

O papel do ESG
Segundo informações do portal Sebrae, a sigla ESG surgiu por meio de um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas em 2004, denominado na época de Who cares wins (Ganha quem se compromete) englobando três âmbitos a serem incorporados nas empresas.
Environmental ou Ambiental
Refere-se às práticas e aos princípios adotados pelos negócios em torno da preservação ecológica. Entre as iniciativas que devem ser adotadas, é essencial elencar objetivos sustentáveis para a redução dos danos ambientais gerados pelas organizações e diminuir a emissão de poluentes e descartes de quaisquer resíduos no meio ambiente.
Social
Esta área apresenta a atuação da empresa em direção às comunidades e demais instâncias sociais ao seu redor.
Alguns exemplos de boas práticas e objetivos sociais, são:
- cumprimento dos direitos trabalhistas.
- valorização da saúde e da segurança no ambiente de trabalho.
- o apoio à diversidade e à inclusão (mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e comunidades LGBTQIAPN+).
- criação de projetos e negócios de fundamento social.
- aproximação com os moradores e outros negócios inseridos em sua localidade.
Governance ou Governança
Relaciona-se à maneira como as empresas são geridas em seus processos com foco na transparência. As práticas de governança contemplam a adoção, o registro e a disseminação de processos que norteiam as atividades, as políticas e os controles institucionais de combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao trabalho escravo.
Além disso, também deve englobar a transparência na remuneração dos controladores; valores, postura moral e ética na condução dos negócios; prestação de contas e responsabilidade corporativa, bem como a veracidade das informações associadas aos produtos e processos empresariais.
A sustentabilidade nos negócios é um diferencial competitivo
Portanto, as pessoas empreendedoras que compreenderem a relevância de se apropriarem da sustentabilidade em seu sentido amplo, serão expostas a menores riscos jurídicos, trabalhistas e de ações fraudulentas, além de reduzirem seus riscos operacionais e fidelizarem mais clientes atraídos por posturas socialmente responsáveis.
Outro fator importante a acrescentar é que negócios comprovadamente sustentáveis possuem acessos mais facilitados a financiamentos, subsídios e créditos verdes.
A sustentabilidade, além de essencial, pode ser um diferencial competitivo. E, para colocá-la em prática no seu negócio, é preciso informação de qualidade e conteúdo bem contextualizado. Na plataforma do Empreendedor Mestre, você tem acesso a diversos cursos e formações para te ajudar a trilhar esse caminho com mais segurança e propósito. Clique aqui e conheça!