Índices futuros sobem com dados da ADP sobre empregos nos EUA no radar

Agentes se preparam para as últimas reuniões do ano sobre política monetária no Brasil e nos EUA
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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quarta-feira (3), enquanto investidores aguardam o relatório de emprego privado da ADP, um dos últimos indicadores relevantes antes da reunião do Federal Reserve, o banco central estadunidense, na próxima semana. Com o calendário oficial ainda afetado pelo recente shutdown (paralisação), a pesquisa ganhou peso adicional na formação das expectativas para a política monetária. A previsão é de criação de apenas 10 mil vagas.

Também serão divulgados hoje o índice de preços de importação e os dados de produção industrial de setembro. No front corporativo, os balanços de Salesforce, Macy’s e Dollar Tree devem movimentar o mercado estadunidense.

No Brasil, a atenção recai sobre o PMI de serviços e o fluxo cambial. Em Brasília, a CPI do Crime Organizado ouve o governador do Rio, Cláudio Castro, enquanto a Comissão Mista de Orçamento vota o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.

Em outra frente, os agentes se preparam para as últimas reuniões, na semana que vem, sobre política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa é de corte de juros por lá e de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, por aqui.

Brasil

O Ibovespa retomou o ritmo de fortes ganhos na terça-feira (2) e ultrapassou, pela primeira vez, os 161 mil pontos, embalado principalmente pelo desempenho das grandes blue chips. O índice avançou 1,56%, encerrando a sessão aos 161.092 pontos, nova máxima histórica — superando o recorde da última sexta-feira.

No câmbio, o dólar à vista recuou 0,54%, para R$ 5,3303, refletindo maior apetite ao risco.

Mas o que está acontecendo com o Ibovespa na reta final deste ano? Os investidores estão de olhos nas decisões sobre os juros nos Estados Unidos e no Brasil, que ocorrem na próxima semana.

Por lá, os mercados apostam em queda dos juros, enquanto por aqui há expectativa de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, conforme sinalização do presidente do Banco Central brasileiro, Gabriel Galípolo.

Europa

As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira, após a recuperação dos principais índices dos EUA na véspera e a alta generalizada dos mercados da Ásia-Pacífico durante a noite. Na frente de dados de região, saem hoje os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) europeus.

STOXX 600: +0,20%
DAX (Alemanha): +0,43%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,06%
CAC 40 (França): +0,12%
FTSE MIB (Itália): +0,31%

Estados Unidos

Os índices de Nova York fecharam em alta na terça-feira, puxados por ações de tecnologia como a Nvidia. Enquanto o mercado aguarda os últimos dados econômicos antes da decisão do Federal Reserve, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que só deve anunciar seu indicado ao comando do banco central no início do próximo ano, prolongando a expectativa sobre a sucessão.

Dow Jones Futuro: +0,20%
S&P 500 Futuro: +0,18%
Nasdaq Futuro: +0,17%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos nesta quarta-feira, com ações do SoftBank liderando os ganhos no Japão e impulsionando o Nikkei 225, seguindo o desempenho positivo de Wall Street. O Kospi, da Coreia do Sul, avançou após o PIB do terceiro trimestre crescer 1,8%. O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, fez discurso ao país no primeiro aniversário da tentativa fracassada do ex-presidente Yoon Suk Yeol de declarar lei marcial.

Shanghai SE (China), -0,51%
Nikkei (Japão): +1,14%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,28%
Nifty 50 (Índia): -0,34%
ASX 200 (Austrália): +0,18%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem, recuperando parte das perdas da véspera, enquanto investidores avaliam as perspectivas de fim da guerra na Ucrânia após negociações entre EUA e Rússia, apesar de ataques contínuos às instalações energéticas em Moscou.

Petróleo WTI, +0,53%, a US$ 58,95 o barril
Petróleo Brent, +0,45%, a US$ 62,73 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, serão divulgados hoje dados do emprego privado da ADP; preços de importados; produção industrial; PMI de serviços final e ISM de serviços.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) afirmou na terça-feira que o país vai “cuidar” das atividades de pesquisa de petróleo na Margem Equatorial com o respeito que precisa ser dispensado às próximas gerações. Em evento de ampliação da capacidade operacional na Refinaria Abreu e Lima em Ipojuca (PE), Lula afirmou ainda que a Petrobras tem o potencial de se tornar uma potência na produção de energia renovável.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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