Publicada originalmente às 13h59*
Por Cleber Lourenço
O ministro Dias Toffoli determinou que os dados extraídos de todos os celulares apreendidos nas investigações do caso Master sejam enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), deixando de permanecer sob guarda exclusiva da Polícia Federal. A decisão foi confirmada por membros do tribunal ao ICL Notícias.
A medida ocorre após a Polícia Federal comunicar ao ministro Edson Fachin a existência de mensagens encontradas em um dos aparelhos periciados que mencionariam Toffoli. No mesmo informe, a corporação também relatohu indícios de possível apagamento de conteúdo.
Como o nome de um ministro da Corte apareceu nas conversas analisadas, a PF formalizou a comunicação ao Supremo, conforme o procedimento adotado quando há citação de autoridade com foro por prerrogativa de função.
Diante desse contexto, Toffoli, relator do processo envolvendo o banco Master no STF, solicitou que todo o material extraído dos telefones apreendidos fosse remetido à Corte. A determinação abrange não apenas o aparelho de Daniel Vorcaro, mas o conjunto de dispositivos recolhidos ao longo das diligências.
Nos bastidores do tribunal, a avaliação é de que a decisão centraliza no Supremo o controle da cadeia de custódia das provas tentando evitar ainda mais questionamentos sobre eventual conflito ou suspeição, já que parte do conteúdo faz referência ao próprio relator. Além disso, alguns membros veem isso como uma afronta ao ministro Fachin.
A Polícia Federal sustenta que cumpriu o protocolo ao comunicar o fato à Corte. Com o envio integral dos dados ao STF, o material passa a integrar formalmente os autos sob relatoria de Toffoli, cabendo agora ao Supremo definir a forma de análise e os próximos desdobramentos.