Lindener Pareto Jr.
A janela e a dor na metrópole
Ali, prostrado, na janela, eu tentava narrar a cidade-sociedade que me lançou na vertigem delirante da metrópole. O que fazia eu ali, adoecido no rush das milhões de almas, dos milhões de carros, das milhões de dúvidas?
Tiros na ‘Cena’: O espetáculo da violência americana
Não nos iludamos, a democracia americana sempre foi a grande força e farsa do Capitalismo contemporâneo. Tudo está - incluindo Trump como “perigoso presidente” - em seu devido lugar
Flávio Bolsonaro: o herdeiro do caos
E Flávio Bolsonaro, o filho mais velho, supostamente mais "sério" e menos falastrão que os demais - agora repaginado como presidenciável - esteve ao lado do pai em cada passo dessa jornada de destruição
Breve crônica de um povo endividado
O trabalhador precarizado, adoecido e sem perspectivas, encontra no crédito caro e nas apostas uma falsa rota de fuga. A financeirização da vida transformou o direito básico à sobrevivência em um produto financeiro altamente rentável, mas para poucos
O triste fim da Lua dos poetas
A Lua nunca mais será a mesma. Aquela esfera pálida e misteriosa que guiou navegadores, inspirou sonetos apaixonados e serviu de calendário para civilizações antigas está prestes a se tornar um gigantesco canteiro de obras a céu (ou vácuo) aberto
Nenê Romano: a mulher que São Paulo matou duas vezes
Viver e morrer na São Paulo dos anos 1920 era, para uma mulher dona de seu próprio corpo e destino, um ato de transgressão punível com a morte e o apagamento histórico
Cuba, heterotopia da resistência
Foi caminhando pelos arredores do Malecón que constatamos pela primeira vez a materialidade do bloqueio criminoso imposto pelos Estados Unidos
Por que a pirraça não levou o Oscar?
Pois então, por que a “Perna Cabeluda” encontrada no tubarão, o símbolo máximo do nosso realismo fantástico involuntário (e autoritário) não conseguiu pirraçar o Tio Sam?
Que a Perna Cabeluda pirrace o Tio Sam
Nesta noite, enquanto as estatuetas douradas são distribuídas no Dolby Theatre, a nossa torcida tem um sotaque pernambucano e um coração que bate no ritmo do frevo, do maracatu e do existencialismo maroto de Dona Sebastiana
O rosto que a guerra esconde
A guerra, como escreveu a escritora bielorrussa Svetlana Aleksiévitch, “não tem rosto de mulher”. A frase, que dá título ao seu livro monumental publicado em 1985, é ao mesmo tempo uma constatação e uma denúncia