Barroso afirma que julgamento é sobre provas e não disputa política

O presidente do Supremo Tribunal Federal aguarda o resultado do julgamento para dar seu parecer
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Na manhã desta segunda-feira (8), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, disse que o julgamento da trama golpista, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, é sobre provas e não uma disputa política.

Fazendo uma comparação com o período da ditadura militar brasileira, o ministro lembrou que não havia devido processo legal, nem transparência nos julgamentos.

“Tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade em geral. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia. O julgamento é um reflexo da realidade. Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem”, afirmou o ministro.

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Os acusados da trama golpista em julgamento: Jair Bolsonaro, Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos e Paulo Sérgio Nogueira (Foto: Reprodução)

Atuação do STF no julgamento

Em sua fala, o presidente do STF destacou que tem agido com base na Constituição Nacional. O ministro disse ainda que aguarda o julgamento para se pronunciar em nome do Supremo.

“A hora para fazê-lo é após o exame da acusação, da defesa e apresentação das provas, para se saber quem é inocente e quem é culpado. Processo penal é prova, não disputa política ou ideológica”, argumentou Barroso.

No momento, Barroso está em viagem pela França, com previsão de retorno à Brasília nesta terça-feira (9)  — data em que será retomada da análise da ação penal que envolve o ex-presidente.

As próximas sessões do julgamento estão marcadas para quarta (10), quinta (11) e sexta (12), quando os ministros da Primeira Turma — que não inclui Barroso — decidirão pela condenação ou pela absolvição dos réus.

Independente do resultado do julgamento, será possível a apresentação de recursos, dentro do próprio STF.

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