Brasileiros protestam nas redes de presidente da Indonésia por demora no resgate de Juliana Marins

Juliana caiu fazendo uma trilha à beira de um vulcão no sábado (21)
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Após a confirmação da morte da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que no caiu em um penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, inúmeros brasileiros tomaram as redes sociais oficiais do presidente do país, Prabowo Subianto, para protestar contra a demora no resgate.

Os perfis oficiais do governo indonésio no Instagram foram bombardeados com mensagens de indignação. A maioria dos comentários demonstravam indignação com a demora de quatro dias para confirmar a morte da publicitária. As críticas se concentraram na lentidão das operações de busca e salvamento.

Juliana caiu fazendo uma trilha à beira de um vulcão no sábado (21). O corpo da brasileira foi localizado a 650 metros de profundidade. Em uma postagem nas redes sociais, Mariana Marins deu detalhes sobre a queda da irmã na trilha. Segundo ela, Juliana saiu com um grupo de 5 pessoas e um guia local. O grupo já estava em seu 2º dia de trilha, quando Juliana disse que estava cansada para continuar.

Juliana estava sozinha no momento do acidente e foi localizada por turistas que passaram pela trilha horas depois. Eles usaram um drone para encontrá-la e divulgaram vídeos nas redes sociais, o que ajudou a informação a chegar até a família no Brasil.

Juliana
Juliana caiu fazendo uma trilha à beira de um vulcão no sábado (21).

Pressão diplomática

A mobilização de brasileiros nas redes sociais transformou o drama de Juliana em um caso diplomático informal. Muitas pessoas usaram as plataformas digitais para cobrar explicações diretas do governo indonésio sobre os procedimentos de emergência.

Os comentários questionaram a preparação das equipes locais para atender emergências em áreas turísticas. Muitos compararam a situação com protocolos de resgate de outros países com atividades similares. A Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia justificou as dificuldades operacionais pelo terreno montanhoso e condições climáticas adversas na região.

Em um comentário nas redes de Prabowo Subianto, um perfil identificado como “Sthe Alves” questiona: “Por que demoraram tanto tempo para resgatar ela? Se tivesse resgatado no primeiro ou segundo dia, ela ainda estava viva”.

 

Em outro comentário, o perfil “Kelly Fortinii” pede “Justiça por Juliana Marins”. “O país foi negligente ao salvar uma menina que estava viva e morreu por falta de apoio do governo local”.

Lula manifestou pesar pela morte de Juliana

O presidente Lula (PT) manifestou pesar oficial pela perda da jovem brasileira. Em suas redes sociais, Lula destacou o acompanhamento dos serviços consulares na Indonésia para apoiar a família de Juliana.

“Nossos serviços diplomáticos e consulares na Indonésia seguirão prestando todo o apoio à sua família neste momento de tanta dor”, declarou o presidente brasileiro. A diplomacia brasileira trabalha para agilizar os procedimentos de repatriação.

A tragédia evidenciou a importância de protocolos internacionais de emergência para turistas em atividades de risco em países estrangeiros.

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