A autópsia feita no corpo de Juliana Marins, 26, após chegada no Brasil e divulgada nesta terça-feira (8) indicou que a publicitária morreu em razão de múltiplos traumas provocados por uma queda de altura. A causa imediata da morte da jovem foi uma hemorragia interna em razão de lesões poliviscerais e politraumatismo compatíveis com impacto de alta energia cinética.
Juliana, segundo o exame, teria sobrevivido por no máximo 15 minutos após o trauma. Não há informações sobre a hora exata que ela teria morrido. Segundo os peritos, a brasileira pode ter sofrido psíquica e fisicamente por um período “agonal” antes da sua morte. Juliana também pode ter vivenciado “intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico”.
O segundo exame necroscópico da brasileira foi feito por peritos legistas, acompanhados de um perito da Polícia Federal e um técnico que representou a família. A família alegou “dúvidas na certidão de óbito” emitida na Indonésia para pedir a nova perícia.

O que disse a primeira autópsia do corpo de Juliana
Segundo a autópsia feita na Indonésia, Juliana sofreu um “trauma torácico grave” após cair pela segunda vez na encosta do monte Rinjani. . Membros superiores, inferiores e costas da brasileira foram áreas mais machucadas e ela teve órgãos internos respiratórios comprometidos por fraturas causadas pelo impacto da queda, na análise estrangeira.
O lauda relata que a falta de sinais clássicos, como necrose nas extremidades do corpo, permite “afirmar com segurança” que a jovem não morreu devido ao frio. A temperatura era próxima de 0 ºC à noite
“De acordo com meus cálculos, a vítima morreu na quarta-feira, 25 de junho, entre 1h e 13h [14h do dia 24 e 2h do dia 25, no horário de Brasília]”, disse Ida Bagus Putu Alit, do hospital Bali Mandar, à BBC News.
Juliana Marins
Juliana caiu fazendo uma trilha à beira de um vulcão. O corpo da brasileira foi localizado a 650 metros de profundidade. Em uma postagem nas redes sociais, Mariana Marins deu detalhes sobre a queda da irmã na trilha. Segundo ela, Juliana saiu com um grupo de 5 pessoas e um guia local. O grupo já estava em seu 2º dia de trilha, quando Juliana disse que estava cansada para continuar.
Juliana estava sozinha no momento do acidente e foi localizada por turistas que passaram pela trilha horas depois. Eles usaram um drone para encontrá-la e divulgaram vídeos nas redes sociais, o que ajudou a informação a chegar até a família no Brasil.