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Caso Renato Cariani: entenda a investigação da PF sobre desvios de produtos químicos

Investigação apontou 60 transações fraudulentas feitas pelas empresas investigadas em seis anos
13 de dezembro de 2023

A Polícia Federal, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Receita Federal deflagraram operação contra um grupo suspeito de desviar produtos químicos que podem ter sido usados para a produção de até 19 toneladas de drogas, como crack e cocaína. Um dos 16 alvos da operação foi o influenciador fitness Renato Cariani, que tem 7,4 milhões de seguidores no Instagram.

Renato é sócio de uma das empresas investigadas que, segundo o próprio influenciador, foi fundada em 1981 e é controlada por sua sócia, de 71 anos. A PF afirmou ter identificado 60 transações fraudulentas feitas pelas empresas investigadas em seis anos.

A investigação também aponta que cerca de de 12 toneladas de insumos, como fenacetina e manitol, teriam sido desviadas para células de organizações criminosas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, estados onde foram cumpridos 18 mandados de busca. A PF afirma, ainda, que a relação dos desvios com o tráfico de drogas “está clara” pelo que já foi apurado.

Para que servem os insumos?

Os produtos desviados no esquema, como fenacetina, lidocaína e manitol, embora considerados lícitos em alguns mercados, são comumente usados para aumentar o volume de drogas como a cocaína e, desse modo, aumentar o lucro das organizações criminosas.

De acordo com informações da PF, as empresas movimentaram cerca de R$ 6 milhões em produtos químicos, mas ainda é difícil estimar por quanto esses insumos foram vendidos em um mercado paralelo e qual foi o tamanho do lucro dos envolvidos. O lucro do grupo investigado, como revela o Estadão, pode ter sido de R$ 3,7 milhões

Como funcionava o esquema?

A PF identificou ao menos 60 desvios de produtos químicos das empresas investigadas, num esquema que também contava com a participação de terceiros.

Horas depois que os insumos eram desviados, os valores acertados na transação eram falsamente depositados no nome das multinacionais.

A ação dos suspeitos buscava despistar órgãos de controle, como a Receita Federal e a própria PF. No entanto, por fugir das características dos padrões adotados por grandes farmacêuticas, a movimentação do grupo chamou a atenção da Polícia.

Além dos mandados de busca cumpridos nesta terça, a Polícia Federal chegou a solicitar a prisão de alguns dos investigados – entre eles, o influenciador Renato Cariani.

Com informações do site Terra.

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