CPMI do INSS começa nesta terça com 910 requerimentos na fila para análise

Comissão foi instalada na semana passada para investigar fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
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Com a primeira sessão marcada para esta terça-feira (26),a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar os desvios no INSS tem uma pauta que já conta com 910 requerimentos à espera de análise. A comissão foi instalada na semana passada para investigar fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), estimadas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) em até R$ 6,3 bilhões.

A grande maioria dos pedidos se refere à convocação de pessoas envolvidas, de alguma forma, no escândalo desmembrado pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) em abril. Há dois pedidos, dos deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), para a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) fez requerimentos para convidar os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer; e o presidente Lula.

Os pedidos foram protocolados, mas ainda precisam ser votados pela maioria dos membros das CPMI para passar a valer.

Convocações na CPMI do INSS

Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como careca do INSS, já teve 15 pedidos para ser ouvido pela CPMI: 14 convocações, quando há obrigatoriedade de participar e um convite, quando é facultado. Foram feitas três solicitações de análise por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das contas do investigado, uma quebra de sigilo bancário e a relação de entradas e saídas dele em órgãos de Brasília como o INSS, o Ministério da Previdência e até mesmo a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

O segundo nome com mais convocações solicitados é a do ex-ministro do Trabalho e Previdência e também presidente do INSS, Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, que ocupou os cargos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro sob o nome de José Carlos Oliveira. Ao todo, foram 13 pedidos de convocações para ouvir Ahmed.

O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, aparece em seguida com 12 requerimentos de convocação e um de convite. O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, é alvo de 11 pedidos de convocação. O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, é alvo de 11 pedidos de convocação. Há também um pedido de quebra de sigilo telemático de Lupi, uma quebra de sigilo bancário e um pedido de análise por parte do COAF.

INSS
Ex-ministro da Previdência Carlos Lupi e Wolney Queiroz, que era o número 2 da pasta e assumiu o cargo. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados; Vinicius Loures / Câmara dos Deputados/Divulgação)

Já o atual ministro da pasta, Wolney Queiroz, recebeu oito pedidos para ser ouvido na CPMI. Cinco deles foram convocações e três como convidado.

Grande parte desses pedidos são originários do Senado Federal, responsável por 65% (593) dos requerimentos até então. Os pedidos também tiveram como alvo associações acusadas de desviar aposentadorias, bem como seus administradores. Dentre os pedidos, três quartos, 75%, foram feitos por parlamentares ligados a oposição do governo.

Ao todo, foram protocolados 420 convocações e 59 convites para ouvir pessoas relacionadas ao caso. Também foram feitos 178 pedidos de quebras de sigilo. Os parlamentares ainda registraram 172 pedidos para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Cafo) produza relatórios de inteligência financeira, conhecidos como RIFs.

Vice-presidência

Além dos mais de 900 requerimentos que já foram protocolados, a CPMI ainda vai decidir quem será o vice-presidente da comissão, que foi adiada na semana passada pelo presidente, Carlos Viana (Podemos-MG), após pedido de parlamentares do governo.

Um dos nomes cotados é do deputado Marcel van Hatten (Novo-RS), que formaria uma mesa completamente de oposição ao governo. Uma alternativa apresentada pelo governo seria a indicação do deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA).

O colegiado terá até seis meses de funcionamento, prorrogáveis, e contará com 32 membros titulares (16 deputados e 16 senadores).

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