Nos dias 6 e 7 de julho, os líderes dos países do BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, estarão reunidos na cidade do Rio de Janeiro para a XVII Cúpula do BRICS. Com o tema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”, o grupo buscar ampliar, ainda mais, relações comerciais e econômicas.
Almejando uma maior participação na Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brics é uma instância de articulação política, fortalecimento diplomático entre os países do Sul Global visando, fundamentalmente, a cooperação internacional e o ensejo do multilaterialismo em temas e ações globais.
Assim, o encontro de 2025, também terá a participação dos países-parceiros que, de uma certa forma, enxergam o Brics como uma alternativa positiva frente ao G7, grupos dos países mais industrializados do mundo.
Para além do fortalecimento de ações econômicas e ampliação de políticas diplomáticas, o Brics tem como desafio construir ações e cooperações efetivas no combate às desigualdades sociais, combate à pobreza, à discriminação racial e de gênero, promoção e acesso à saúde, educação e enfrentamento às mudanças climáticas.
Não podemos nos esquecer que todos os pontos que serão debatidos no encontro do Brics perpassam pelos contextos dos países líderes e parceiros. Destarte, a superação desses desafios exige esforços conjuntos com a construção e promoção de políticas públicas eficazes, efetivas e cooperações internacionais voltadas para soluções e saídas inovadoras diante dos problemas sócias, políticos e diplomáticos.
Assim, acredito que o desafio após o encontro será promover um exercício político, social, cultural e econômico voltado às necessidades de cada país. Compreendendo os desafios e as limitações que ainda permitem que a desigualdade e falta da equidade sejam estâncias definidoras dos acessos e mobilidades sociais, politicas e econômicas.
* Ivanir dos Santos é professor e orientador no Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e Conselheiro Estratégico do CEAP, além de autor e idealizador da série Resistência Negra, da Globoplay.