A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou novos reajustes nas tarifas de energia para oito distribuidoras que atuam nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Com isso, consumidores dessas áreas devem sentir aumento na conta de luz nas próximas semanas.
Os percentuais variam de acordo com a concessionária e a localidade, ficando entre 5% e 15%. Entre as empresas afetadas estão CPFL Santa Cruz, Enel Ceará, Neoenergia Cosern, Energisa Sergipe, CPFL Paulista, Coelba, Energisa Mato Grosso e Energisa Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Aneel, os reajustes poderiam ter sido ainda maiores, mas foram parcialmente contidos por medidas como o uso de recursos extraordinários — incluindo o chamado UBP — e pedidos de diferimento feitos pelas próprias distribuidoras.
Mesmo assim, o principal fator de pressão sobre as tarifas continua sendo o aumento dos encargos e componentes financeiros do setor elétrico.
Encargos pesam na conta de luz
Entre esses custos, ganha destaque a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um dos principais encargos embutidos na tarifa. Ela é responsável por financiar subsídios a diferentes fontes de geração de energia, o que impacta diretamente o valor final pago pelo consumidor.
Segundo Patricia Audi, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), o peso desses encargos é determinante para a alta nas contas. Ela afirma que “a conta de luz sobe principalmente por causa de encargos como a CDE, que financia os grandes subsídios do setor elétrico”.
Ainda de acordo com a executiva, as distribuidoras, ao contrário do que muitos pensam, têm atuado para reduzir parte desse impacto.