A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 10,53 bilhões em abril, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa o melhor desempenho para meses de abril desde o início da série histórica, em 1989.
O saldo positivo ocorre quando o valor das exportações supera o das importações. Em comparação com abril do ano passado, quando o superávit ficou em US$ 7,66 bilhões, houve crescimento de 37,5%.
De acordo com o governo, as exportações brasileiras somaram US$ 34,1 bilhões no mês, com avanço de 14,3% na média diária. Já as importações chegaram a US$ 23,6 bilhões, alta de 6,2%.
Superávit da balança comercial cresce mais de 43% no ano
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira atingiu superávit de US$ 24,78 bilhões. O valor representa um aumento de 43,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo havia sido de US$ 17,27 bilhões.
Entre janeiro e abril, as exportações totalizaram US$ 116,55 bilhões, crescimento de 9,2% na comparação anual pela média diária. As importações, por sua vez, somaram US$ 91,77 bilhões, avanço de 2,5%.
Os produtos básicos continuam liderando as exportações brasileiras. A soja permaneceu como principal item vendido ao exterior, movimentando US$ 6,96 bilhões em abril, com alta de 18,8%. Em seguida aparecem os óleos brutos de petróleo, com US$ 4,79 bilhões, e o minério de ferro, que alcançou US$ 2,46 bilhões.
Outros destaques foram:
- carne bovina: US$ 1,57 bilhão, alta de 29,4%;
- óleos combustíveis: US$ 1,17 bilhão, crescimento de 19,1%;
- café não torrado: US$ 1,07 bilhão, mas com queda de 14,2%.
A China segue como principal destino das exportações brasileiras, com compras que somaram US$ 11,61 bilhões em abril, avanço de 32,5%. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 4,69 bilhões, apesar de uma leve retração de 1,7%.
Os Estados Unidos continuam na terceira posição entre os maiores compradores de produtos brasileiros, com importações de US$ 3,12 bilhões, queda de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Também houve crescimento expressivo das exportações para países da Asean e da África, enquanto Mercosul e Oriente Médio registraram retração nas compras de produtos brasileiros.