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As bolsas mundiais operam em trajetória positiva, nesta manhã de quinta-feira (8), após o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) ter tomado a decisão de manter as taxas de juros inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano na véspera, conforme esperado pelos agentes.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou para hoje, às 11h (Brasília), coletiva de imprensa para informar o primeiro acordo comercial em meio à guerra tarifária deflagrada por ele foi fechado. Em seu perfil na rede Truth Social, o republicano disse que o acordo foi fechado com um importante parceiro.

Fontes ouvidas pelo jornal The New York Times indicam que o Reino Unido deve ser o país signatário do acordo.

Os mercados também deve repercutir hoje os desdobramentos das decisões de política monetária anunciadas na véspera por Brasil e Estados Unidos.

Na chamada “Superquarta”, também teve decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, após o fechamento do mercado financeiro. Diferentemente do que ocorreu nos EUA, por aqui o colegiado subiu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano, o maior patamar desde 2006.

Na agenda econômica do Brasil, saem hoje os dados do IGP-DI de abril e dos preços ao produtor de março.

Brasil

O Ibovespa fechou a quarta-feira (7) com leve baixa de 0,09%, aos 133.397,52 pontos, uma perda de 118,30 pontos.

Basicamente, o indicador repercutiu o fato de o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) ter mantido as taxas de juros inalteradas na banda 4,25% e 4,50%, sem sinais muito claros do que vem pela frente devido à guerra tarifária deflagrada pelo presidente Donald Trump.

Os agentes do mercado financeiro aguardavam a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que, depois do fechamento da Bolsa brasileira, elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

O dólar comercial registrou ontem a terceira alta consecutiva, desta vez com +0,62%, a R$ 5,746. Os DIs (juros futuros) ficaram mistos.

Europa

As bolsas europeias operam em trajetória positiva hoje, com os investidores reagindo aos balanços corporativos da região e à espera de decisões de taxas de bancos centrais regionais. Além disso, está no radar a notícia de que o Reino Unido estaria prestes a assinar um acordo comercial com os Estados Unidos em meio à guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

STOXX 600: +0,25%
DAX (Alemanha): +0,79%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,03%
CAC 40 (França): +0,53%
FTSE MIB (Itália): +0,55%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA começam a quinta-feira no campo positivo, mesmo movimento de fechamento dos indicadores da véspera, depois que o Fed (Federal Reserve, banco central estadunidense) manteve sua taxa básica de juros entre 4,25% e 4,5%, uma medida amplamente esperada pelos agentes.

No entanto, na entrevista coletiva que se seguiu à decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, descartou a ideia de um corte de juros “preventivo” para se antecipar a quaisquer impactos potenciais das tarifas do presidente Donald Trump, visto que a inflação ainda está “acima da meta”.

Dow Jones Futuro: +0,58%
S&P 500 Futuro: +0,87%
Nasdaq Futuro: +1,24%

Ásia

Os mercados asiáticos seguiram o fechamento das bolsas de Wall Street e fecharam com alta em sua maioria, depois que o Fed, o banco central estadunidense, manteve as taxas de juros inalteradas.

Enquanto isso, os agentes aguardam o desfecho da notícia de que representantes dos EUA e da China vão se sentar para negociar as tarifas no fim de semana, em encontro marcado para acontecer na Suíça.

Shanghai SE (China), +0,28%
Nikkei (Japão): +0,41%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,37%
Kospi (Coreia do Sul): +0,22%
ASX 200 (Austrália): +0,16%

Petróleo

Os preços do petróleo avançam com esperanças de negociações comerciais entre EUA e China.

Petróleo WTI, +0,53%, a US$ 58,38 o barril
Petróleo Brent, +0,36%, a US$ 61,36 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados dados semanais do auxílio-desemprego e da exportação de grãos.

Por aqui, no Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se na quarta-feira (7) com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas entre os dois países. Em sua agenda na Cidade do México, também se encontrou com o secretário da Fazenda local, Edgar Amador, e com empresários brasileiros. A visita encerra uma série de compromissos internacionais iniciada no domingo (4). Antes, nos EUA, Haddad apresentou a nova política nacional de data centers a empresários do Vale do Silício e se reuniu com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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