Brasil cria mais de 228 mil empregos formais em março, quase o triplo do mesmo mês em 2025

O principal motor da criação de empregos no mês foi o setor de serviços
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O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o país gerou mais de 228 mil vagas com carteira assinada em março, segundo dados do Caged.

O resultado representa um avanço expressivo em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados cerca de 80 mil postos formais. Trata-se também do segundo melhor desempenho para março desde o início da série histórica atual, em 2020.

O principal motor da criação de empregos no mês foi o setor de serviços, responsável por mais de 152 mil novas vagas. Em seguida, aparecem a construção civil, com pouco mais de 38 mil postos, e outros segmentos com desempenho positivo.

O avanço reforça a importância do setor de serviços na recuperação do mercado de trabalho, especialmente em áreas ligadas ao consumo e à retomada da atividade econômica.

Apesar do bom desempenho em março, o acumulado de 2026 indica um ritmo menor de crescimento na geração de empregos. Entre janeiro e março, foram abertas cerca de 613 mil vagas formais.

O número é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o saldo superou 675 mil postos de trabalho.

Juros elevados influenciam mercado de trabalho

Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a desaceleração está relacionada ao nível elevado das taxas de juros no país.

“Confirmando o que estamos falando, desde 2024, que entraríamos diminuição da velocidade de crescimento. […] O juro está muito alto e isso reduz a geração de emprego”, afirmou.

Segundo a avaliação do governo, o custo elevado do crédito tende a frear investimentos das empresas, o que impacta diretamente a abertura de novas vagas.

Estados com maior geração de empregos

No recorte por regiões, os estados com maior saldo positivo em março foram:

  • São Paulo, com quase 68 mil vagas criadas
  • Minas Gerais, com cerca de 38 mil
  • Rio de Janeiro, com aproximadamente 24 mil

No acumulado do ano, São Paulo também lidera com folga, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina.

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