Dólar cai a R$ 5,08 com emprego mais fraco nos EUA e Bolsa recua pelo 2º dia

Ibovespa caiu 1,74% nesta sexta, depois de já ter recuado 1,23% na véspera, com dados de trabalho americanos no centro das atenções
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O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (7), recuo de 0,47% frente ao real, cotado a R$ 5,08. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, a B3, fechou em baixa de 1,74%, aos 172,4 mil pontos, depois de já ter recuado 1,23% na véspera.

Um dos fatos mais relevantes do dia foi a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, número que costuma pesar bastante na definição dos juros do país. O relatório mensal de empregos do Departamento de Trabalho americano mostrou que, fora o setor agrícola, o país fechou 23 mil vagas em julho, resultado bem abaixo do esperado pelo mercado, que previa a criação de 83 mil postos de trabalho, e não uma queda.

Os números de maio e junho também foram revisados para baixo: maio passou de 129 mil vagas criadas para 63 mil, e junho caiu de 57 mil para 20 mil, uma revisão conjunta de 103 mil vagas a menos do que o divulgado inicialmente. A taxa de desemprego em junho ficou em 4,1%, abaixo da estimativa de 4,2%.

Dólar caiu para R$ 5,08, já Ibovespa, a bolsa brasileira, fechou em baixa de 1,74%, aos 172,4 mil pontos (Foto: Reprodução)

Juros nos Estados Unidos

O relatório de empregos não é o único ponto de atenção do mercado ligado aos juros americanos. Uma reportagem publicada na quinta-feira (6) pelo jornal britânico Financial Times informou que o presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Kevin Warsh, estaria disposto a elevar os juros do país caso os dados mostrem que a inflação continua resistente nas próximas semanas. A informação ganha peso porque Warsh foi indicado para o cargo pelo presidente Donald Trump, que tem pressionado justamente para que os juros caiam, o que ajudaria a impulsionar o crescimento da economia americana.

Uma eventual alta de juros nos Estados Unidos costuma mexer com os mercados globais, já que torna os títulos da dívida americana, os Treasuries, mais atrativos, o que reduz o interesse dos investidores por ativos de risco, como as ações negociadas em Bolsa.

Guerra no Irã e petróleo

Outra referência para o mercado continua sendo a guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O cenário ainda é instável, mas prevalecem sinais de que a tensão diminuiu e de que ainda há espaço para um acordo entre os dois países.

O preço do petróleo, depois de esboçar uma pequena queda, subiu nesta sessão. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 1,29%, a US$ 83,55. Já o WTI, referência para o mercado americano, subiu 1,15%, a US$ 78,18.

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