ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em alta, cotado a R$ 5,028, registrando avanço de 0,17%. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa recuou de forma moderada, caindo 0,18% e fechando aos 206.505,98 pontos, em um pregão fortemente influenciado pelo cenário internacional de inflação e juros nos Estados Unidos.

O principal vetor de pressão externa foi a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a setembro, que veio acima das projeções do mercado e acendeu novos alertas sobre a persistência inflacionária, reforçando apostas em juros mais altos pelo Federal Reserve. No Brasil, o movimento também refletiu a continuidade de ajustes e realização de lucros após a forte valorização pós-primeiro turno, penalizando empresas mais sensíveis a taxas de juros, como varejistas e construtoras. Por outro lado, a queda do Ibovespa foi contida pela expressiva valorização de companhias do setor de petróleo e gás, impulsionadas pela alta da commodity devido às tensões no Estreito de Ormuz.

Cenário macroeconômico e juros

Enquanto os dados de inflação americana pressionaram os mercados globais e fortaleceram o dólar, o ambiente doméstico seguiu alternando reações à atividade econômica local, com o setor de serviços registrando leve retração, e a permanente cautela dos investidores diante da reta final da disputa eleitoral para o segundo turno.

Destaques corporativos

No setor empresarial, as petroleiras lideraram o suporte ao índice, com fortes ganhos para PRIO, Petrobras e Brava Energia, amparadas pela alta internacional da commodity. Em contrapartida, varejistas como Magazine Luiza, construtoras como Tenda e Cyrela, e siderúrgicas como Usiminas e CSN registraram as principais baixas do dia, penalizadas pelas curvas de juros e pela queda do minério de ferro.

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.