O dólar encerrou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,15, após o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) anunciar o primeiro aumento na taxa de juros americana em três anos. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa operou em baixa, refletindo a cautela do mercado local enquanto aguarda a definição oficial da taxa Selic pelo Banco Central brasileiro na sequência da chamada super quarta-feira.
O cenário internacional foi marcado pela decisão de aperto monetário nos Estados Unidos, que elevou a referência de juros para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano em resposta às pressões inflacionárias globais e ao impacto dos preços elevados de energia. No ambiente doméstico, a divulgação de uma nova prévia negativa do PIB reforçou os sinais de desaceleração econômica no país, alimentando as apostas de que o Copom poderá promover um novo corte na taxa básica de juros nacional, mantendo-a em patamares diferenciados em relação ao exterior.
Cenário macroeconômico e juros
A divergência de rumos entre as maiores economias do mundo concentrou as atenções dos mercados. Enquanto os Estados Unidos precisaram retomar o ciclo de alta nos juros devido à resiliência inflacionária e aos choques de custos energéticos, o Brasil caminha para avaliar ajustes em direção oposta, amparado por indicadores de atividade mais moderados e pelo comportamento recente da inflação interna.
Destaques corporativos
O noticiário empresarial trouxe movimentações expressivas em diversos setores. As ações da Petrobras devolveram parte dos ganhos recentes após tocarem máximas históricas embaladas pela trajetória do petróleo, enquanto empresas como WEG, JBS, Brookfield e Cielo anunciaram novidades sobre pagamentos de proventos, joint ventures bilionárias, transações imobiliárias e captações de dívida.