O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira em alta, cotado a R$ 5,22, impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela cautela generalizada dos investidores. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa registrou nova baixa e fechou aos 183.089 pontos, pressionado pelo menor apetite do capital estrangeiro e pelos ajustes de posições em meio à proximidade das eleições presidenciais.
O cenário global continuou dominado pelo encarecimento do petróleo Brent, que voltou a operar acima de US$ 97 o barril, alimentando os temores de pressões inflacionárias persistentes e gerando apreensão sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve nos Estados Unidos. No ambiente doméstico, os mercados repercutiram a divulgação de pesquisas recentes de intenção de voto para a corrida ao Palácio do Planalto, além de dados que apontaram aceleração na prévia da inflação oficial (IPCA-15) e crescimento no déficit das contas externas.
Cenário macroeconômico e inflação
A aceleração da inflação oficial em setembro levou o mercado a ajustar projeções para o comportamento dos preços, enquanto o noticiário político e a volatilidade nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano mantiveram os agentes econômicos em compasso de espera.
Destaques corporativos
No setor empresarial, as ações da Petrobras registraram recuperação acompanhando o viés positivo da commodity no exterior. O noticiário corporativo também foi movimentado por anúncios de investimentos internacionais da WEG para ampliação de fábricas de geradores nos Estados Unidos, a conclusão de renegociações de dívidas pela CVC e novas emissões de debêntures pela Vibra Energia.