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O Ministério da Fazenda anunciou nesta quarta-feira (19) que mantém a previsão de crescimento de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Esse cenário é impulsionado, sobretudo, pelo bom desempenho do setor agropecuário, que deve registrar um avanço de 6%, impulsionado por uma safra favorável e pela forte demanda externa.

A indústria e os serviços também contribuirão para esse avanço, com previsões de crescimento de 2,2% e 1,9%, respectivamente.

Apesar dessas expectativas positivas, a Secretaria de Política Econômica (SPE) alerta para uma possível desaceleração econômica ao longo do ano, devido a fatores como instabilidade global e políticas monetárias mais rígidas.

”Incertezas cresceram no ambiente externo nos últimos meses. Políticas do governo americano relacionadas à imposição de tarifas de importação, cortes de pessoal e restrições à imigração têm gerado tensões comerciais e geopolítica, intensificando o quadro de incertezas e a volatilidade nos mercados globais”, diz o boletim macrofiscal.

Além de manter PIB, governo revisa estimativa para inflação

A estimativa para a inflação foi revisada no boletim macrofiscal da SPE para 4,9%, superando o limite da meta de 4,5%. Isso reflete o impacto da alta nos preços administrados pelo governo, como energia elétrica e transporte, além do aumento nos custos de bens industriais.

Nos 12 meses até fevereiro, a inflação acumulada foi de 5,1%, pressionando o custo de vida, especialmente nos setores de energia e combustíveis. Por outro lado, os preços dos alimentos mostraram desaceleração, passando de 8,2% em dezembro para 7,1% em fevereiro, influenciados pela queda nos valores de produtos como batata, banana e leite.

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