Os índices futuros de Nova York operam sem direção única nesta quarta-feira (13), com recuperação das ações de tecnologia e investidores atentos aos novos dados de inflação nos Estados Unidos. O mercado também monitora os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã e a agenda internacional do presidente Donald Trump.
Os futuros do S&P 500 avançavam 0,33%, enquanto o Nasdaq 100 subia 0,91%. Já os contratos ligados ao Dow Jones recuavam 0,07%.
No radar dos investidores está a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de abril nos EUA. A expectativa é de alta de 0,5% no mês e de 4,9% em 12 meses, segundo projeções da LSEG. O dado ganha relevância após a inflação ao consumidor acima do esperado reforçar a percepção de juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense.
No Brasil, a agenda concentra balanços de empresas como Banco do Brasil, CSN, CSN Mineração, Americanas, Casas Bahia, Movida e Eneva. O mercado também acompanha dados do varejo, fluxo cambial e discursos de dirigentes do Banco Central ao longo do dia.
Brasil
O Ibovespa encerrou a terça-feira (12) em queda pela segunda sessão consecutiva, pressionado pela divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento das tensões entre Irã e EUA e da repercussão negativa do balanço da Petrobras.
O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,86%, aos 180.342,33 pontos. Já o dólar à vista fechou praticamente estável, com leve alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8954.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67%, após avanço de 0,88% em março. Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumulado em 12 meses acelerou para 4,39%, aproximando-se do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%.
Europa
As bolsas europeias operam em alta, com os investidores monitorando a situação no Reino Unido. Os rendimentos dos títulos do governo britânico recuam nesta manhã depois que o primeiro-ministro Keir Starmer ignorou os apelos para renunciar ao cargo. Ele afirmou em sua reunião semanal de gabinete na terça-feira que não renunciaria ao cargo após o fraco desempenho do Partido Trabalhista nas eleições locais da semana passada.
STOXX 600: +0,72%
DAX (Alemanha): +1,00%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,68%
CAC 40 (França): +0,13%
FTSE MIB (Itália): +0,76%
Estados Unidos
Os investidores seguem acompanhando a divulgação de balanços corporativos. Na agenda de hoje, estão previstos dados da Cisco, Alibaba Group e da Birkenstock.
Dow Jones Futuro: -0,07%
S&P 500 Futuro: +0,34%
Nasdaq Futuro: +0,91%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, com os investidores à espera do próximo encontro entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China), onde se espera que as relações comerciais entre as duas potências mundiais sejam debatidas.
Shanghai SE (China), +0,67%
Nikkei (Japão): +0,84%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,15%
Nifty 50 (Índia): +0,59%
ASX 200 (Austrália): -0,46%
Petróleo
Os preços do petróleo recuam após subir quase 8% nas últimos três pregões, devido à manutenção do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.
Petróleo WTI, -1,06%, a US$ 101,10 o barril
Petróleo Brent, -0,83%, a US$ 106,88 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados dos preços ao produtor de abril, enquanto na zona do euro são aguardados dados do PIB (preliminar) do primeiro trimestre, com previsão de alta de 0,1% no mês e de 0,08% no ano.
Por aqui, no Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, em reunião extraordinária na terça-feira, adiar a implementação de uma norma que proíbe a concessão de empréstimos rurais subsidiados a solicitantes com áreas desmatadas após julho de 2019. Segundo a norma, os bancos seriam responsáveis por verificar o cumprimento da exigência por meio de imagens de satélite, se estão de acordo com a legislação ambiental.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg