Os índices futuros de Wall Street operam em alta nesta quinta-feira (29), em meio à repercussão dos balanços de grandes empresas de tecnologia e da decisão do Federal Reserve, o banco central estadunidense, de manter os juros inalterados. No after-market, as ações da Meta avançaram 7% após projeção de vendas acima do esperado, enquanto a Microsoft recuou 6%, pressionada pela desaceleração do crescimento em nuvem. A Tesla subiu 1% com resultados do quarto trimestre melhores que o consenso.
No cenário monetário, o Fed manteve o tom cauteloso, citando inflação ainda elevada e um mercado de trabalho em processo de estabilização. Apesar disso, os mercados futuros seguem precificando dois cortes de juros até o fim de 2026, segundo o CME FedWatch. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também manteve a Selic em 15% ao ano, conforme esperado.
A sessão é marcada ainda por uma agenda intensa de dados. No Brasil, destaque para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro, o IGP-M de janeiro e sondagens setoriais, além de entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Nos EUA, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego e a balança comercial. No campo corporativo, a atenção se volta para o balanço da Apple, após o fechamento do mercado.
Brasil
O Ibovespa transformou expectativa em confirmação e fechou a quarta-feira (28) em forte alta de 1,52%, aos 184.691 pontos, após a decisão do Federal Reserve, o banco central estadunidense, de manter os juros inalterados. Foi a primeira vez que o índice encerrou acima dos 184 mil pontos, após tocar 185.064 durante o pregão, novo recorde intradiário.
A reação morna aos eventos nos EUA refletiu o caráter já precificado da decisão do Fed, apesar de duas dissidências favoráveis a cortes de juros indicarem um cenário interno menos consensual.
No mercado local, o real e o dólar ficaram praticamente estáveis, enquanto os juros futuros recuaram pelo quinto pregão consecutivo. A moeda norte-americana fechou estável a R$ 5,2066, ainda no menor nível desde maio de 2024.
Europa
As bolsas europeias operam no campo positivo, com os investidores atentos a uma série de balanços de algumas das maiores empresas da Europa, como Deutsche Bank, ING, Wizz Air, Roche, Swedbank, ABB, Sanofi, Nokia, STMicroelectronics e SAP.
STOXX 600: +0,54%
DAX (Alemanha): -0,30%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,62%
CAC 40 (França): +0,93%
FTSE MIB (Itália): +0,47%
Estados Unidos
Wall Street acompanha hoje balanços de empresas de tecnologia e dados macroeconômicos.
Dow Jones Futuro: +0,07%
S&P 500 Futuro: +0,24%
Nasdaq Futuro: +0,37%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam com alta em sua maioria, acompanhando Wall Street. Das notícias da região, o índice de referência Jakarta Composite, da Indonésia, despencou mais de 8% na quarta-feira, após a MSCI, provedora de índices, alertar para um possível rebaixamento do país ao status de mercado de fronteira.
Shanghai SE (China), +0,16%
Nikkei (Japão): +0,03%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,51%
Nifty 50 (Índia): +0,30%
ASX 200 (Austrália): -0,07%
Petróleo
Os preços do petróleo subiram pelo terceiro dia consecutivo depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã para que chegasse a um acordo nuclear ou enfrentasse ataques militares, reacendendo preocupações sobre possíveis instabilidades no Oriente Médio.
Petróleo WTI, +1,60%, a US$ 64,22 o barril
Petróleo Brent, +1,45%, a US$ 69,39 o barril
Agenda
Nos EUA, são aguardados os pedidos de auxílio-desemprego e da balança comercial. Na zona do euro, sai o indicador de Confiança na Economia.
Por aqui, no Brasil, o Tesouro Nacional informou na quarta-feira que prevê uma ampliação gradual da atuação do Brasil nos mercados internacionais, com o secretário Rogério Ceron afirmando que a atuação por meio de emissões externas de títulos da dívida pública deverá ser mais agressiva e frequente. Pelos planos do Tesouro, a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública deverá alcançar 7% no longo prazo. O indicador fechou 2025 em 3,8%.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg