Futuros de NY sobem após tombo em Wall Street com temor sobre IA e tarifas

No Brasil, a agenda da 3ª feira (24) inclui a divulgação de dados de transações correntes e arrecadação
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Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta terça-feira (24), em movimento de recuperação após as fortes perdas registradas na véspera em Wall Street. O avanço, porém, é marcado por cautela, diante da combinação de riscos tecnológicos, comerciais e geopolíticos.

O pregão anterior foi pressionado por temores de que os avanços acelerados da inteligência artificial (IA) provoquem disrupções em larga escala no ambiente corporativo estadunidense, elevando a percepção de risco entre investidores. Ao mesmo tempo, voltou ao radar a política comercial dos Estados Unidos, após o presidente Donald Trump defender a elevação das tarifas globais para 15%, medida que entra em vigor nesta terça.

O ambiente externo também reflete o aumento das tensões diplomáticas entre Washington e Teerã, adicionando volatilidade aos ativos. Nesta noite, Trump faz o discurso anual do Estado da União no Capitólio, evento acompanhado de perto pelos mercados em busca de sinalizações econômicas.

No Brasil, a agenda inclui a divulgação de dados de transações correntes e arrecadação. No exterior, investidores monitoram o índice de confiança do consumidor nos EUA. A temporada de balanços movimenta os negócios, com resultados de Mercado Livre, Iguatemi, C&A Modas, Pão de Açúcar e ISA Energia. Nos Estados Unidos, a Home Depot divulga seu balanço antes da abertura.

No campo político, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento dos cinco acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, caso que volta ao centro do debate institucional no país.

Brasil

Ibovespa chegou a renovar a máxima histórica na segunda-feira (23), ao atingir 191.002,54 pontos pela primeira vez. O movimento, porém, perdeu fôlego ao longo do dia, e o índice encerrou em queda de 0,88%, aos 188.853,49 pontos — recuo de 1.680,93 pontos.

No câmbio, o real avançou pela terceira sessão consecutiva. O dólar comercial caiu 0,14%, a R$ 5,169. Já os juros futuros oscilaram entre perdas e ganhos e terminaram a sessão de forma mista.

O ambiente externo contribuiu para a volatilidade. Em Wall Street, o mercado reagiu à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que suspendeu a legalidade das tarifas comerciais anunciadas pelo governo de Donald Trump. Após o revés, Trump anunciou novas tarifas globais, inicialmente de 10%, percentual que foi posteriormente elevado para 15%, ampliando a incerteza sobre a política comercial norte-americana.

Europa

As bolsas europeias operam no vermelho, com as autoridades europeias preocupadas com o anúncio da nova tarifa global de 15% por Donald Trump. Na avaliação delas, a medida poderia representar uma ameaça ao acordo comercial entre União Europeia e EUA. O Parlamento Europeu anunciou que suspendeu os trabalhos de ratificação do acordo comercial EUA-UE, firmado no verão passado.

STOXX 600: -0,05%
DAX (Alemanha): -0,22%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,13%
CAC 40 (França): -0,07%
FTSE MIB (Itália): -0,13%

Estados Unidos

Os agentes acompanham nesta terça-feira um evento promovido pela Anthropic, empresa de inteligência artificial responsável pelo Claude. A expectativa é que sejam anunciados novos produtos e apresentadas atualizações relevantes do sistema. Além disso, também aguardam dados de confiança do consumidor e os resultados da varejista Home Depot.

Dow Jones Futuro: +0,08%
S&P 500 Futuro: +0,09%
Nasdaq Futuro: +0,13%

Ásia

As bolsas europeias fecharam mistas, com investidores repercutindo a decisão da China sobre a taxa básica de juros. O banco central chinês manteve suas taxas de referência inalteradas em 3% para empréstimos de um ano e 3,5% para empréstimos de cinco anos. Os mercados na China continental subiram 1,06% com a reabertura após o feriado do Ano-Novo Lunar.

Shanghai SE (China), +0,87%
Nikkei (Japão): +0,87%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,82%
Nifty 50 (Índia): -1,21%
ASX 200 (Austrália): -0,04%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem à medida que os investidores avaliavam as chances de um acordo nuclear com o Irã, depois que Donald Trump disse preferir uma solução diplomática.

Petróleo WTI, +0,18%, a US$ 66,43 o barril
Petróleo Brent, +0,08%, a US$ 71,55 o barril

Agenda

Nos EUA, saem dados da pequisa ADP (emprego no setor privado) semanal e a Confiança do Consumidor de fevereiro.

Por aqui, no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia nesta quinta-feira (26) o julgamento das minutas de resoluções que vão regulamentar as eleições de 2026. Para dar continuidade à análise, também foi marcada uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (2). De acordo com o calendário eleitoral, as normas precisam ser aprovadas até 5 de março. A Corte teve pouco menos de um mês para examinar as sugestões enviadas por entidades da sociedade civil e por plataformas digitais antes do início dos julgamentos.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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