Futuros recuam com pressão de techs e dúvidas sobre IA; IPCA-15 é destaque no Brasil

Petróleo avança com Ormuz fechado; semana concentra balanços das big techs e dados-chave no Brasil
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Os índices futuros de Estados Unidos operam mistos nesta terça-feira (28), sob pressão das ações de tecnologia, à medida que ressurgem dúvidas sobre a capacidade de monetização dos elevados investimentos em inteligência artificial (IA). Em paralelo, o petróleo sobe, sustentado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

No campo geopolítico, o presidente dos EUA, Donald Trump, discutiu com sua equipe de segurança nacional uma proposta do Irã para reabrir Ormuz. A medida estaria condicionada ao fim do bloqueio imposto por Washington e à cessação das hostilidades, segundo a Casa Branca.

O cenário se desenrola em uma semana decisiva para a temporada de balanços, com cinco integrantes do grupo “Sete Magníficas” no radar. Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft divulgam resultados na quarta-feira (29), enquanto a Apple publica seus números na quinta.

No Brasil, a véspera da “Superquarta” concentra indicadores relevantes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15 de abril, prévia da inflação, com expectativa de alta de 1% no mês e de 4,48% em 12 meses. Também estão no radar dados de confiança da indústria, arrecadação federal e dívida pública.

Os agentes também se preparam para o início das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e do Federal Reserve, o bc estadunidense, nesta terça. As decisões sobre os juros serão anunciadas amanhã.

No noticiário corporativo, a Vale (VALE3) divulga após o fechamento o balanço do primeiro trimestre, com estimativa de Ebitda de R$ 20,6 bilhões. Hypera (HYPE3) e Neoenergia (NEOE3) também reportam resultados.

No exterior, os EUA publicam indicadores de confiança do consumidor e estoques de petróleo. Já no Japão, o banco central manteve a taxa básica em 0,75% e revisou para cima suas projeções de inflação.

Brasil

Ibovespa começou a semana com queda de 0,61%, aos 189.578 pontos, na mínima do dia, acumulando a quarta baixa consecutiva. O movimento da segunda-feira (27) reforça o viés negativo recente: nos últimos oito pregões, o índice registrou apenas uma alta, evidenciando um ambiente de maior aversão a risco.

No câmbio, o dólar comercial destoou e caiu 0,31%, cotado a R$ 4,98, marcando o segundo recuo seguido. Já a curva de juros futuros avançou ao longo de toda a estrutura, refletindo cautela com o cenário inflacionário e incertezas externas.

Europa

As bolsas europeias operam em movimento positivo, enquanto os agentes acompanham o cenário geopolítico e o movimento das ações. Os papéis do Barclays recuaram 2,7% depois que o banco britânico reportou um prejuízo de 200 milhões de libras (270 milhões de dólares).

STOXX 600: -0,02%
DAX (Alemanha): +0,02%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,20%
CAC 40 (França): +0,04%
FTSE MIB (Itália): +1,01%

Estados Unidos

Enquanto acompanham as negociações em torno do Estreito de Ormuz, os agentes aguardam o início da reunião do Federal Reserve, que ocorre no momento em que o mandato do presidente do Fed, Jerome Powell, se aproxima do fim (maio). Donald Trump já indicou Kevin Warsh para substituí-lo.

Dow Jones Futuro: +0,14%
S&P 500 Futuro: -0,13%
Nasdaq Futuro: -0,38%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa, na contramão de Wall Street. Das notícias da região, o banco central do Japão manteve sua taxa básica de juros em 0,75% nesta terça, mas, ao mesmo tempo, revisou para cima suas estimativas de inflação como consequência da guerra no Oriente Médio.

Shanghai SE (China), -0,19%
Nikkei (Japão): -1,02%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,95%
Nifty 50 (Índia): -0,40%
ASX 200 (Austrália): -0,64%

Petróleo

Os preços do petróleo Brent ultrapassaram os US$ 111 por barril, à medida que investidores analisavam novos sinais das negociações entre os EUA e o Irã.

Petróleo WTI, +2,57%, a US$ 98,86 o barril
Petróleo Brent, +2,59%, a US$ 111,03 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados da confiança do consumidor de abril.

Por aqui, no Brasil, o Banco Central informou na segunda-feira que a partir de 5 de maio dará início a leilões para rolagem de contratos de swap cambial que expiram em 1º de junho de 2026. A autarquia informou que, como de costume, os lotes ofertados poderão ser alterados a cada dia e que as propostas acatadas podem eventualmente ser inferiores à oferta, a depender das condições de demanda.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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