Em dia de baixa liquidez nos mercados devido ao feriado de Dia do Presidente nos Estados Unidos, o Ibovespa voltou a fechar em alta, nesta segunda-feira (17), repercutindo o cenário doméstico. O principal indicador da Bolsa brasileira subiu 0,26%, voltando ao patamar dos 128.549,92 pontos.
O principal assunto do dia por aqui foi o IBC-Br, considerado uma espécie de “termômetro do PIB” (Produto Interno Bruto), que fechou 2024 com crescimento de 3,8%. Mas, no mês de dezembro, o indicador recuou 0,7%, queda mais intensa que o esperado por analistas, demonstrando que a economia pode estar perdendo força, e isso animou os agentes.
Na semana passada, outros dados econômicos divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), como as vendas do varejo, mostraram recuo no fim de ano, sinalizando que o aperto monetário promovido pelo ciclo de alta da taxa básica de juros pode estar surtindo o efeito desejado.
Como o IBC-Br é usado pelo Banco Central para balizar a taxa básica de juros, a Selic, a expectativa é de que, talvez, não será necessário o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC subir os juros para a casa dos 15% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,25% a.a.
Outro dado sobre a economia, o Monitor do PIB, medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), mostra crescimento econômico de 3,5% em 2024. Porém, enquanto em 2023 o resultado foi bastante influenciado pela agropecuária e pelas exportações, no ano passado houve avanço mais disseminado entre as diversas atividades econômicas, além do retorno do crescimento nos investimentos.
Segundo os pesquisadores, a indústria, os serviços e o consumo das famílias apresentaram resultados ainda melhores em 2024 dos que os já elevados crescimentos registrados em 2023. Pode-se afirmar que, no ano passado, em termos de atividade econômica, o Brasil teve um ótimo resultado, de acordo com os analistas.
Na seara corporativa, a Vale (VALE3), peso-pesado do Ibovespa, caiu 0,54% com o minério de ferro em baixa. Porém, a Petrobras (PETR4), outra empresa de peso, avançou 0,61%, no dia em que o presidente Lula (PT) participou de evento na companhia e as falas envolveram “um pé no acelerador” nos investimentos e projetos. Os bancos também ficaram positivos, com destaque para BB (BBAS3), que subiu 1,43%.
O varejo se deu muito bem com os DIs em baixa, depois do resultado do IBC-Br. O Magazine Luiza (MGLU3) foi o maior destaque, com alta de 7,86%.
Além disso, houve quem atribuísse a alta do Ibovespa de hoje, assim como ocorreu na sexta-feira passada (14), à queda da popularidade do presidente Lula, conforme apontou pesquisa Datafolha. Porém, a economista e apresentadora do ICL Mercado e Investimentos, Deborah Magagna, explicou que a história não é bem assim. Confira a análise dela clicando aqui.
Dólar
O dólar comercial recuperou um pouco da forte queda de sexta-feira (14) e subiu 0,29%, a R$ 5,712. Já os juros futuros (DIs) caíram por toda a curva.