Ibovespa avança com fluxo estrangeiro e expectativa de corte de juros

O dólar recuou 0,15%, a R$ 5,250, após dois dias de altas
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O ingresso de capital estrangeiro voltou a direcionar o mercado brasileiro nesta terça-feira (3), favorecido pela rotação global de ativos e por dados macroeconômicos domésticos. Nesse ambiente, o Ibovespa encerrou o pregão com alta parruda de 1,58%, aos 185.674,43 pontos, um ganho de 2.881,03 pontos. Já o dólar recuou 0,15%, a R$ 5,250, após dois dias de altas.

No front doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a leitura de que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, dependerão da evolução dos dados econômicos. O documento destacou que a manutenção prolongada de juros elevados foi necessária para a convergência da inflação à meta.

As apostas do mercado indicam maior probabilidade de corte de 0,5 ponto percentual na reunião de março, levando a Selic a 14,5% ao ano. A expectativa impulsionou ações sensíveis aos juros, com destaque para o varejo. Papéis de maior peso, como Vale, também avançaram, sustentados pelo fluxo estrangeiro e por revisões positivas de analistas, em meio à alta dos preços dos metais.

A divulgação da queda de 1,2% da produção industrial em dezembro reforçou o debate sobre o ritmo da atividade econômica e seus efeitos sobre inflação e política monetária — fator-chave para a precificação dos ativos nos próximos meses.

No campo corporativo, as atenções do mercado se voltaram para a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025, que começa a ganhar tração com a divulgação dos resultados dos grandes bancos. O Santander recuou 2,39% antes da apresentação de seus números, enquanto o Itaú avançou 0,57% às vésperas do balanço divulgado após o fechamento. Bradesco e Banco do Brasil também fecharam em alta, com ganhos de 0,54% e 1,54%, respectivamente, e a B3 subiu 0,61%.

Entre as blue chips, a Vale liderou os ganhos do dia, com alta de 4,92% apesar da queda do minério de ferro, enquanto a Petrobras avançou 0,91%, sustentada pela valorização do petróleo no mercado internacional.

Mercado externo

No exterior, o movimento foi oposto. As bolsas de Nova York operaram em forte queda, pressionadas pela paralisação parcial dos serviços públicos nos Estados Unidos, que adiou a divulgação do relatório Jolts, do mercado de trabalho. O cenário deteriorou o humor dos investidores em relação aos ativos americanos e ampliou o apetite por mercados emergentes.

O Dow Jones caiu 0,34%, aos 49.241,18 pontos; o S&P 500, -0,84%, aos 6.917,81 pontos; e o Nasdaq, -1,43%, aos 23.255,18 pontos.

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