O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (14) com queda de 0,65%, aos 135.298,99 pontos, marcando a sexta perda consecutiva, em meio à nova guerra tarifária de Donald Trump. Também contribuíram para a baixa o recuo das ações de grandes bancos, da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4).
Enquanto isso, o governo brasileiro estuda saídas contra as tarifas de 50% anunciadas por Trump contra produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A tarifa poderá atingir importantes setores do agronegócio, como café e laranja.
No câmbio, o dólar à vista avançou 0,66%, cotado a R$ 5,5842, refletindo a aversão ao risco e o cenário externo mais turbulento.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (14) que irá se reunir com empresários do agronegócio e da indústria nacional na terça (15).
Para coordenar a resposta brasileira, foi criado um comitê interministerial com representantes dos setores impactados. Além disso, há expectativa de publicação de um decreto de reciprocidade.
A agenda econômica também adicionou pressão. O IBC-Br, considerado uma espécie de termômetro do PIB (Produto Interno Bruto), recuou 0,74% em maio ante abril — resultado pior do que o esperado pelo mercado, que projetava estabilidade. No acumulado de 12 meses, o indicador subiu 0,4%.
O mercado segue atento ainda à audiência entre Executivo e Legislativo sobre as mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), marcada para esta terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal).
Mercado externo
Por sua vez, Wall Street abriu a semana em alta, impulsionada por expectativas comerciais dos EUA. Após impor tarifas à União Europeia e ao México, Trump ameaçou a Rússia com taxas de até 100% se não houver avanço na paz com a Ucrânia. Investidores aguardam os balanços dos grandes bancos nesta terça (15).
O Dow Jones subiu +0,20%, aos 44.459,65 pontos; o S&P 500, +0,14%, aos 6.268,56 pontos; e o Nasdaq, +0,27%, aos 20.640,33 pontos — no maior nível nominal histórico.