O Ibovespa voltou a cair nesta terça-feira (28), registrando a quinta baixa consecutiva — algo que não ocorria desde julho do ano passado. O índice recuou 0,51%, aos 188.618,69 pontos, uma perda de 960,10 pontos no dia. Apesar da sequência negativa recente, o saldo segue positivo em 2026, com alta de 17,06%, e avanço de 39,99% em 12 meses, ainda que o movimento acenda um sinal de alerta no curto prazo.
No câmbio, o real apresentou leve valorização frente ao dólar. A moeda norte-americana caiu 0,01%, cotada a R$ 4,982, em linha com o desempenho recente que mantém o real entre as divisas com melhor desempenho no ano.
No mercado de juros, os contratos futuros (DIs) inverteram o sinal ao longo do dia e encerraram em queda em toda a curva.
O movimento da Bolsa brasileira, assim como tem ocorrido nos últimos dias, segue o ritmo instável do restante do mundo, com o conflito no Oriente Médio pesando no humor dos mercados globais.
Em segundo plano por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a prévia da inflação (IPCA-15) de abril, que avançou, mas veio abaixo do esperado.
Agora, os agentes se voltam para os acontecimentos desta quarta-feira (29). Amanhã tem Superquarta, com decisões sobre os juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Balanços e commodities ditam o ritmo
O mercado acionário segue pressionado pelo início da temporada de balanços. Entre os destaques, a Vale (VALE3) recuou 1,30%, em meio a um movimento de ajuste antes da divulgação de resultados e após tentativa recente de renovação de máximas.
A Petrobras (PETR4) subiu 0,32%, acompanhando a valorização do petróleo no cenário internacional. A estatal também foi influenciada pela sinalização de que a isenção de PIS/Cofins seria suficiente para evitar reajustes nos combustíveis.
Entre os bancos, o desempenho foi misto: Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4) avançaram 0,13% e 0,25%, respectivamente, enquanto Bradesco (BBDC4) caiu 0,81% e Santander (SANB11) recuou 0,84%, antes da divulgação de seus resultados trimestrais.
Mercado externo
No cenário internacional, a alta do petróleo voltou ao centro das atenções, com os preços superando US$ 111 por barril. O movimento reflete tanto a escalada das tensões no Oriente Médio, com impacto direto no fluxo pelo Estreito de Ormuz, quanto a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+ (aliados), ampliando as incertezas sobre a oferta global.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram em queda, em compasso de espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central estadunidense. A expectativa é de manutenção dos juros.
O Dow Jones caiu 0,06%, aos 49.136,15 pontos; o S&P 500, -0,49%, aos 7.138,78 pontos; e o Nasdaq, -0,90%, aos 24.663,79 pontos.