Professor brasileiro de jiu-jítsu é detido pelo ICE nos EUA e mobiliza alunos

Brasileiro está sob custódia migratória desde 24 de julho, quando foi preso em um aeroporto da Filadélfia
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O professor brasileiro de jiu-jítsu Thiago Brito, de 34 anos, está detido por autoridades migratórias dos Estados Unidos desde 24 de julho. A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional da Filadélfia, na Pensilvânia, quando ele acompanhava alunos que viajariam para Orlando, na Flórida, para participar do Pan Kids, uma das principais competições da modalidade. A informação foi dada pelo site “Alô Alô Bahia”.

Natural de São Paulo, Thiago vive nos Estados Unidos há aproximadamente dez anos e trabalha como professor de jiu-jítsu, principalmente com crianças e adolescentes. Depois da abordagem do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), ele foi encaminhado ao Centro Federal de Detenção da Filadélfia e posteriormente transferido para o Moshannon Valley Processing Center, em Philipsburg, na Pensilvânia.

O brasileiro permanece detido enquanto aguarda uma audiência de custódia. Segundo familiares, Thiago contou que foi transportado algemado pelas mãos e pelos pés. A família também afirma que ele espera receber atendimento médico para tratar problemas de saúde anteriores.

Prisão provoca mobilização

A prisão provocou uma mobilização entre alunos, pais e colegas do professor. Nas redes sociais, apoiadores passaram a utilizar a hashtag #FreeProfessorThiago para pedir sua libertação.

Depoimentos publicados por estudantes destacam a relação construída com o treinador ao longo dos anos. Um aluno de 14 anos afirmou que Thiago era “como um pai” e ressaltou a influência do professor tanto na vida pessoal quanto nos treinamentos.

Uma aluna de nove anos também publicou um pedido para que o professor pudesse retornar. Segundo ela, Thiago sempre a incentivou a aprender com os próprios erros.

Pais de alunos se juntaram à campanha e divulgaram vídeos em defesa do brasileiro. Nas mensagens, eles descrevem Thiago como uma figura de referência para a comunidade que construiu ao longo de sua trajetória nos Estados Unidos.

Campanha arrecada recursos

Além da mobilização nas redes sociais, familiares e amigos organizaram uma campanha para arrecadar dinheiro destinado à defesa jurídica do professor.

Até segunda-feira (3), a iniciativa havia levantado mais de US$ 28 mil. A meta estabelecida pelos organizadores é chegar a US$ 35 mil para ajudar a financiar os custos relacionados ao processo migratório.

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