Em dia de cautela nos mercados, o Ibovespa encerrou a quarta-feira (18) com leve baixa de 0,09%, aos 138.716 pontos, refletindo a decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), que manteve os juros inalterados. Logo mais, também sai a decisão da política monetária no Brasil.
Nos EUA, o Federal Reserve adotou tom mais conservador. Jerome Powell, Chairman da autoridade monetária, sinalizou dois cortes até o fim do ano, mas condicionou movimentos futuros à evolução da inflação e ao impacto das tarifas comerciais. “Sabemos que a inflação está chegando, só não sabemos o tamanho dela”, afirmou.
O dólar comercial fechou praticamente estável, com alta de 0,04%, a R$ 5,50. Os juros futuros (DIs) oscilaram, com viés de alta.
No cenário corporativo, o Ibovespa foi pressionado por perdas nas ações de peso. Vale caiu 0,33%, Petrobras recuou 0,09% e bancos como Itaú e Bradesco registraram quedas de 0,59% e 0,77%, respectivamente.
A tensão geopolítica entre Irã e Israel também segue no radar, com potencial impacto sobre os preços de energia. Powell reconheceu o risco, mas a condução do tema permanece sob protagonismo da Casa Branca.
Mercado externo
Os ativos de Wall Street se desanimaram com a declaração de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, de que não há pressa para cortar as taxas de juros – as projeções da autoridade monetária entendem apenas dois cortes em 2025.
O Dow Jones caiu 0,11%, aos 42.171,36 pontos; o S&P 500, -0,03%, aos 5.980,85 pontos; e o Nasdaq, +0,13%, aos 19.546,27 pontos.