Após forte valorização na véspera, o Ibovespa fechou a terça-feira (17) com baixa de 0,30%, aos 138.840 pontos, pressionado pelo aumento das tensões entre Irã e Israel e pela expectativa em torno da decisão de juros do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) amanhã.
O dólar comercial avançou 0,23%, cotado a R$ 5,498, enquanto os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva.
O agravamento do conflito no Oriente Médio, com declarações ameaçadoras do presidente Donald Trump e envio de caças americanos à região, elevou o preço do petróleo em mais de 4% e reforçou temores inflacionários. Isso ocorre justamente às vésperas da decisão do Fed, que deve manter os juros estáveis, mas enfrenta pressão crescente por cortes a partir de setembro.
Indicadores fracos nos EUA, como a queda nas vendas no varejo e na produção industrial em maio, contribuíram para o sentimento de aversão ao risco global.
No Brasil, o dia teve agenda esvaziada, com os agentes também à espera da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que deve manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,75%. O anúncio da decisão acontece depois do fechamento do mercado financeiro nesta quarta-feira (18).
Na seara corporativa, as perdas da Vale (VALE3), que recuou 4,5%, foram determinantes para a queda do Ibovespa, apesar da valorização da Petrobras (PETR4), que subiu 2,27%, e de ganhos em bancos como Bradesco (1,5%) e Itaú (0,6%).
Mercado externo
As bolsas de Nova York tiveram queda generalizada hoje, sentimento completamente oposto ao da véspera, quando todos os indicadores subiram. Hoje, a aversão ao risco voltou, com os temores de que os EUA entrem na guerra contra o Irã.
O Dow Jones caiu 0,70%, aos 42.215,80 pontos; o S&P 500, -0,84%, aos 5.982,72 pontos; e o Nasdaq, -0,91%, aos 19.521,09 pontos.