O Ibovespa encerrou a quinta-feira (30) em alta de 1,39%, aos 187.317,64 pontos, em sessão encurtada pela véspera do Dia do Trabalho. Apesar do ganho no dia, o índice acumulou queda de 1,48% na semana e leve recuo de 0,08% em abril.
O dólar à vista fechou em R$ 4,9527, com baixa de 0,98%. Na semana, a moeda caiu 0,91% frente ao real e, no mês, recuou 4,36%.
Os negócios foram influenciados por uma combinação de balanços corporativos, indicadores macroeconômicos e tensões políticas em Brasília. O mercado também reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic para 14,50% ao ano.
No cenário político, o governo Lula (PT) sofreu duas derrotas no Congresso em menos de 24 horas, incluindo a derrubada de veto presidencial ao PL da Dosimetria, abrindo brechas para a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros criminosos ligados a facções, e a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) — fato inédito desde 1894.
Na agenda econômica, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram taxa de desemprego de 6,1% no trimestre até março, em linha com as expectativas, mas no maior nível desde maio de 2025.
Ações na Bolsa
No pregão, apenas três ações fecharam em queda no Ibovespa, com destaque para a Suzano, que recuou 1,86% após a repercussão do balanço do primeiro trimestre de 2026.
Entre os pesos-pesados, a Petrobras registrou leve alta, mesmo com a queda do petróleo, com ganhos moderados nas ações preferenciais e ordinárias. Já a Vale avançou 2,37% e recuperou as perdas da sessão anterior.
A mineradora, que tem forte peso no índice, reagiu após avaliação de que a queda recente foi exagerada. Segundo o Itaú BBA, o movimento abriu oportunidade de entrada para investidores.
Mercado externo
Os índices de S&P 500 e Nasdaq Composite encerraram em forte alta, renovando máximas históricas com apoio das big techs em Wall Street. O movimento ocorreu apesar da divulgação de dados econômicos mistos nos Estados Unidos.
O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu 2,0% em taxa anualizada no primeiro trimestre, abaixo da projeção de 2,3% de analistas consultados pela agência Reuters.
Já a inflação medida pelo PCE avançou 0,7% em março, maior alta desde 2022, e acumulou 3,5% em 12 meses. O indicador é o principal parâmetro de política monetária do Federal Reserve, que manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano.
O Dow Jones fechou com alta de 1,62%, aos 49.652,14 pontos; o S&P 500, +1,02%, aos 7.209,01 pontos (maior nível nominal histórico); e o Nasdaq, +0,89%, aos 24.892.313 pontos (maior nível nominal histórico).